CSN arma plano B para hipótese de proteção da serra
04/04/2012
Belo Vale pode ser o destino da usina siderúrgica planejada pela CSN para a cidade de Congonhas, na região Central de Minas Gerais, segundo fontes ligadas ao projeto. A cidade, de 7.500 habitantes, estaria sendo sondada devido ao impasse político que se desenhou em Congonhas: tramita na Câmara Municipal um projeto de lei que delimita o tombamento da serra Casa de Pedra, área pretendida pela CSN em seu processo de expansão. O prefeito de Belo Vale, porém, não foi localizado pela reportagem para comentar a informação.
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Além de comprometer os planos da CSN de atingir uma produção anual de 100 milhões de toneladas de minério de ferro na cidade até 2015, a eventual aprovação, pela Câmara, do projeto de proteção à serra pode afetar também intenções da Vale na região, segundo a mesma fonte.
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Até então, a Vale e outras mineradoras que atuam nas proximidades, como a Ferrous, ficaram à margem do debate público sobre a questão. Procurada para comentar os impactos do tombamento da serra Casa de Pedra, a Vale, por meio de sua assessoria de imprensa, se limitou a responder que, “atualmente, não existem projetos de expansão aprovados para a região”. Já a Ferrous, também por meio da assessoria, disse que não iria se manifestar.
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Pressão. No discurso oficial, a CSN nunca condicionou a aplicação do seu plano de investimentos de R$ 12 bilhões ao veto do projeto que inviabiliza a mineração no local, mas o próprio prefeito de Congonhas, Anderson Cabido (PT), já admite publicamente que a cidade pode deixar de ganhar uma grande injeção de recursos caso o atual projeto seja aprovado pela maioria dos nove vereadores.
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A polêmica ganha maior dimensão porque o Ministério Público de Minas Gerais já emitiu um relatório para os vereadores da cidade aconselhando a aprovação do projeto de lei tombando a serra, em razão do acervo espeleológico e das nascentes. O órgão também já declarou que, caso o projeto que protege a serra seja vetado, vai pedir à Unesco que Congonhas perca o título de Patrimônio da Humanidade, já que o cenário que compõe a obra dos 12 profetas de Aleijadinho estaria comprometido. A Prefeitura de Congonhas rechaçou essa possibilidade.
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Do outro lado, a CSN apresentou estudo garantindo a sustentabilidade do projeto. Para balizar a votação, marcada para o dia 8 de maio, os vereadores aguardam estudo independente encomendado pela Casa.
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O Tempo