Crescimento, por Carlos Leomar Kreuz*
25/06/2008
Artigo
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Santa Catarina tem sido pródiga em atrair novos investimentos. Anúncios da vinda de grandes empresas têm sido constantes no Estado. São os casos da Votorantim, em Vidal Ramos, e da IFC, em Angelina, no setor mineral; a General Motors, em Joinville, no setor automotivo; a Berneck, em Curitibanos, a Guararapes, em Caçador e Otacílio Costa, no setor florestal; e outros tantos investimentos em energia, em turismo e lazer.Esses investimentos gerarão empregos e renda que dinamizarão a economia e propiciarão as condições para que outros negócios sejam viabilizados.Se, por um lado, o Estado vive um boom de investimentos, por outro, cresce a preocupação com a questão ambiental. Sim, pois os empreendimentos propostos valem-se de ativos ambientais que, além de escassos, são finitos.A pergunta a ser feita é se o Estado dispõe de instrumentos para minimizar o impacto ambiental do crescimento econômico. E a resposta é positiva, uma vez que o licenciamento ambiental, cuja competência estadual é da Fatma, tem o importante papel de ser o qualificador do desenvolvimento.É no licenciamento ambiental que os projetos sofrem a necessária crítica no sentido de proteger a sociedade de conseqüências não desejadas. Há exemplos que ajudam a esclarecer esta questão. É o caso de termelétrica à base de cama de aviário. Esse empreendimento tem um grande apelo ambiental, pois transformará um resíduo poluidor em energia. Mas se essa empresa estiver projetada para que toda matéria-prima cruze o centro da cidade, teremos sérios problemas de odores e de tráfego para as pessoas ali residentes.Ou seja: resolve-se um problema e cria-se um novo. Outro exemplo é o caso de termelétrica à base de carvão, que requer tanta água que compromete os recursos hídricos regionais. Obviamente, esse empreendimento deve buscar uma solução tecnológica no sentido de reduzir o consumo de água.Exemplos como esses ilustram o importante papel que o licenciamento ambiental exerce no sentido de dar qualidade ao desejado crescimento econômico. É, na verdade, o momento em que o poder público olha tecnicamente o projeto buscando garantir a sustentabilidade.* Presidente da Fatma|
Santa Catarina tem sido pródiga em atrair novos investimentos. Anúncios da vinda de grandes empresas têm sido constantes no Estado. São os casos da Votorantim, em Vidal Ramos, e da IFC, em Angelina, no setor mineral; a General Motors, em Joinville, no setor automotivo; a Berneck, em Curitibanos, a Guararapes, em Caçador e Otacílio Costa, no setor florestal; e outros tantos investimentos em energia, em turismo e lazer.Esses investimentos gerarão empregos e renda que dinamizarão a economia e propiciarão as condições para que outros negócios sejam viabilizados.Se, por um lado, o Estado vive um boom de investimentos, por outro, cresce a preocupação com a questão ambiental. Sim, pois os empreendimentos propostos valem-se de ativos ambientais que, além de escassos, são finitos.A pergunta a ser feita é se o Estado dispõe de instrumentos para minimizar o impacto ambiental do crescimento econômico. E a resposta é positiva, uma vez que o licenciamento ambiental, cuja competência estadual é da Fatma, tem o importante papel de ser o qualificador do desenvolvimento.É no licenciamento ambiental que os projetos sofrem a necessária crítica no sentido de proteger a sociedade de conseqüências não desejadas. Há exemplos que ajudam a esclarecer esta questão. É o caso de termelétrica à base de cama de aviário. Esse empreendimento tem um grande apelo ambiental, pois transformará um resíduo poluidor em energia. Mas se essa empresa estiver projetada para que toda matéria-prima cruze o centro da cidade, teremos sérios problemas de odores e de tráfego para as pessoas ali residentes.Ou seja: resolve-se um problema e cria-se um novo. Outro exemplo é o caso de termelétrica à base de carvão, que requer tanta água que compromete os recursos hídricos regionais. Obviamente, esse empreendimento deve buscar uma solução tecnológica no sentido de reduzir o consumo de água.Exemplos como esses ilustram o importante papel que o licenciamento ambiental exerce no sentido de dar qualidade ao desejado crescimento econômico. É, na verdade, o momento em que o poder público olha tecnicamente o projeto buscando garantir a sustentabilidade.* Presidente da Fatma
A Notícia – SC