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Crédito contido e atrasos em projetos atingem mineradoras

Notícias Gerais

29/02/2012


Crédito mais restrito e escassez de mão de obra vão atingir os planos das mineradoras de aumentar a produção de minério de ferro, afirmou nesta quarta-feira a mineradora global Rio Tinto, refletindo comentários de outras empresas do setor que minimizaram preocupações sobre excesso de oferta.
A segunda maior produtora de minério de ferro do mundo precisa de 100 milhões de toneladas em nova capacidade produtiva por ano nos próximos oito anos: 600 milhões de toneladas para atender à demanda esperada e 200 milhões de toneladas para substituir minas que estão ficando esgotadas.
“Atrasos em projetos estão ocorrendo por causa de uma série de fatores, como crédito mais restrito, escassez de mão de obra qualificada (…) e aprovações para desenvolvimento de novos projetos”, disse Sam Walsh, diretor da unidade de minério de ferro da Rio Tinto, durante conferência em Pequim.
Walsh afirmou que instituições financeiras restringiram consideravelmente o crédito em meio aos problemas na zona do euro. Isso significa que os bancos têm mais interesse em apoiar projetos das grandes mineradoras, enquanto as menores “vão encontrar muita dificuldade”.
“Todos os projetos anunciados não se concretizaram no prazo em que foram anunciados”, afirmou o executivo.
Walsh citou estudo recente da WorleyParsons que afirma que somente um quinto dos projetos anunciados em 2008 por 13 mineradoras pequenas da Austrália, que estavam previstos para começar em 2010, acabou cumprindo prazos.
Os comentários da Rio ecoam os feitos pelas rivais Vale e BHP Billiton, que alertaram que custos crescentes estão atrasando novos projetos e grandes expansões necessárias para substituir minas antigas.

Reuters


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