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Cotação do cobre atinge máxima em 20 meses

Notícias Gerais

07/04/2010


Os contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta na London Metal Exchange (LME), liderados pelo cobre que atingiu a máxima desde agosto de 2008. Os ganhos do cobre deixaram os metais em linha com as altas observadas em outros mercados, depois de dois dias sem transações por causa do feriado da Páscoa, quando dados positivos sobre a economia e os empregos foram divulgados nos EUA.
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O cobre subiu para a máxima de US$ 8.010,00 a tonelada, apenas 10% inferior ao recorde registrado em julho de 2008, de US$ 8.940,00 a tonelada.
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“O gatilho para essa última onda de compras parece estar parcialmente relacionado com uma série de divulgações de dados econômicos fortes nos EUA, dando suporte às perspectivas positivas de nossos economistas para a economia este ano”, disse o Barclays Capital em um relatório diário.
Segundo os analistas, o cobre teve um fechamento tecnicamente otimista em US$ 7.990,00 a tonelada, apesar de os fundamentos não parecerem tão otimistas, com os estoques do metal ainda permanecendo acima das 500 mil toneladas.
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O mercado de cobre estava acompanhando de perto as notícias provenientes da maior conferência anual da indústria do setor no Chile, o maior produtor de cobre do mundo.
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O chefe-executivo da mineradora chilena Antofagasta, Marcelo Awad, previu que o cobre atingirá uma média de US$ 6.600,00 a tonelada em 2010 e 2001, enquanto o banco central do país disse que espera um preço médio para o metal de US$ 6.800,00 a tonelada neste ano.
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O chumbo registrou os maiores ganhos da sessão, aumentando 4,2%, depois de apresentar um desempenho abaixo do de outros metais ao longo das últimas duas semanas.
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O níquel, que teve o melhor desempenho na semana passada, era o único metal a registrar queda nesta terça-feira. O níquel tentou quebrar a resistência ao redor de US$ 25.300,00 e fechou com declínio de 0,9%.
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No encerramento da rodada livre de negócios (kerb) da tarde na LME, nos contratos para três meses, o cobre subiu US$ 105,00 e fechou a US$ 7.990,00 por tonelada; o chumbo avançou US$ 93,00 e fechou a US$ 2.300,00 por tonelada; o zinco aumentou US$ 45,00 e fechou a US$ 2.448,00 por tonelada; o alumínio subiu US$ 13,50 e fechou a US$ 2.364,50 por tonelada; o níquel recuou US$ 225,00 e fechou a US$ 24.800,00 por tonelada; o estanho avançou US$ 10,00 e fechou a US$ 18.410,00 por tonelada.
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Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de cobre fecharam com um modesto declínio, em meio à realização de lucros. O desempenho do metal também foi afetado pelo fortalecimento do dólar diante das renovadas preocupações sobre a Grécia. Os contratos de cobre para maio – os mais líquidos – recuaram de uma máxima em 21 meses de US$ 3,6385 por libra-peso, registrada no overnight, e fecharam com queda de US$ 0,0145 (0,40%), a US$ 3,6170 por libra-peso.
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Entre os metais preciosos, o ouro encerrou em alta na Comex, apesar do fortalecimento da moeda americana. As novas preocupações sobre a dívida da Grécia ajudaram o dólar e o metal a serem considerados como uma compra segura, disse Michael Gross, broker e analista de futuros da OptionSellers.com. Os contratos do metal para junho – os mais líquidos – subiram US$ 2,20 (0,19%) e fecharam a US$ 1.136,00 por onça-troy.

Dow Jones


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