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Copam pode liberar a LO da CBMM

Notícias Gerais

14/10/2011


Projeto de ampliação da produção de ferro-nióbio em Araxá será implantado em três etapas.
O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) do Triângulo Mineiro, subordinado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), pode deferir hoje licença de operação (LO) para ampliação da produção de ferro-nióbio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), em Araxá, no Alto Paranaíba.
Apesar de a CBMM não comentar o assunto porque “está em período de silêncio”, o relatório do Copam detalha que o licenciamento refere-se à ampliação da produção em três etapas: expansão da unidade de concentração, nova planta de sinterização e instalação de um terceiro forno elétrico no setor metalúrgico.
Anteriormente, a companhia confirmou que os investimentos na unidade de sinterização foram da ordem de R$ 250 milhões. O empreendimento deve gerar cerca de 50 empregos diretos. Com o aporte, a CBMM passou a ter capacidade para produzir 90 mil toneladas anuais de ferro-nióbio.
O investimento na unidade de sinterização, cujo galpão tem mil metros quadrados, faz parte de um plano de expansão mais ambicioso, que prevê aporte de R$ 800 milhões nos próximos cinco anos e elevação da capacidade instalada para 120 mil toneladas anuais até 2015, conforme já divulgou a companhia.
China – O principal mercado consumidor para a CBMM é o asiático, especialmente a China, mas a empresa, que é responsável por cerca de 80% da produção mundial de ferro-nióbio, tem cerca de 350 clientes espalhados pelo mundo.
Entre janeiro e agosto, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a receita gerada com exportações da companhia chegou a US$ 1,296 bilhão, 29% a mais que os US$ 1,005 bilhão do mesmo período de 2010, resultado que mostra como o mercado internacional está aquecido.
Com o desempenho, a CBMM se consolidou como a segunda maior exportadora do Estado, atrás apenas da Vale S/A. A participação da companhia, cujas reservas no Alto Paranaíba são da ordem 800 milhões de toneladas, com durabilidade estimada em 200 anos, foi de 4,9% na pauta exportadora de Minas.
No começo de setembro, a CBMM confirmou ao mercado que um consórcio formado por empresas chinesas comprou, por US$ 1,8 bilhão, 15% do capital da empresa. A operação foi similar a outra realizada em março, quando conglomerados japoneses e sul-coreanos também adquiriram fatia de 15% da companhia pelo mesmo valor. Com as transações, 30% de participação da CBMM estão nas mãos de asiáticos.
O grupo Moreira Salles, entretanto, continua com o controle da empresa, com 70% do capital. A CBMM possui 49% de participação na Companhia Mineradora Pirocloro de Araxá e os outros 51% são controlados pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Na Europa, a empresa tem escritórios em Amsterdam (Holanda) e Genebra (Suíça), além de ter unidades nos Estados Unidos e em Cingapura.

Diário do Comércio


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