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Consumo de aço deve crescer 3,1%

Notícias Gerais

08/10/2013


Segundo previsões da Worldsteel, demanda mundial em 2013 pode atingir 1,475 bilhão de toneladas.
Enquanto o consumo de aço cresce menos do que o esperado no Brasil, as projeções sobre a demanda global foram revisadas para cima, impulsionadas pela China, de acordo com a World Steel Association (Worldsteel), entidade internacional do setor siderúrgico. Segundo ela, as estimativas apontam agora para um crescimento de 3,1% em 2013 em relação ao ano passado. A projeção inicial era de aumento de 2,9% na mesma base de comparação.
Neste exercício, o consumo global de aço deverá atingir 1,475 bilhão de toneladas, contra 1,430 bilhão de toneladas em 2012. Os dados foram apresentados ontem, durante a abertura do Worldsteel-47, conferência anual do setor, realizada em São Paulo.
Apesar da expectativa positiva, o presidente do Comitê de Economia da Worldsteel, Hans J rgen Kerkoff, explica que a expansão global se deve ao incremento acima do esperado na China, que deverá registra alta de 6% ante o ano anterior. A estimativa inicial era de elevação de 3,5% no período.
A mudança se deve ao ritmo de crescimento acima das expectativas no país asiático, maior consumidor mundial do produto. No início deste ano, esperava-se que os chineses registrassem expansão muito abaixo dos patamares verificados em anos anteriores. Para ser ter uma ideia da importância do mercado chinês, o crescimento da demanda global seria de apenas 0,7% no período, excluindo os dados do país asiático.
Por outro lado, Kerkoff aponta que outras economias emergentes cresceram menos do que o esperado, como é o caso do Brasil. As projeções iniciais apontavam incremento da ordem de 4,3% e caíram para 3,2%, atingindo 26 milhões de toneladas de aço. Neste ano, principalmente no primeiro semestre, o setor industrial brasileiro registrou perda de ritmo, o que afetou diretamente o consumo.
De acordo com o especialista, as estimativas são de melhora no cenário para o próximo ano, apesar de a China crescer em patamares menores. Em 2014, a demanda global deverá crescer 3,3%, impulsionada, entre outros fatores, por uma melhora na demanda na zona do euro e no mercado norte-americano. No Brasil, o consumo aparente de aço deverá crescer 3,8% em 2014 em relação ao ano anterior. Serão consumidas 28 milhões de toneladas no país.
Durante o evento, representantes do setor siderúrgico apontaram a necessidade de se aumentar o consumo de aço no Brasil. O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que o governo vem trabalhando para aumentar a utilização de produtos siderúrgicos no país, e revelou que foi realizada uma reunião entre governo e usinas para discutir o assunto.
Pimentel ressaltou que entre os fatores que podem contribuir para beneficiar as usinas brasileiras está a chegada de novas montadoras, que anunciaram recentemente investimentos no país, atraídas pelo programa Inovar-Auto. Recentemente, confirmaram a implantação de fábricas no Brasil as alemãs Mercedes-Benz e Audi.
Questionado sobre o fim do prazo da medida que elevou o Imposto de Importação para alguns produtos siderúrgicos, o ministro afirmou que o governo entendeu que não era mais necessária a manutenção das nova alíquotas. Porém, ele afirmou, sem revelar detalhes, que uma nova lista está sendo avaliada. O anúncio deverá ocorrer somente no próximo ano.

Diário do Comércio


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