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CONIM promove workshop sobre teoria de amostragem de polpa de minérios

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24/09/2026


Encontro reuniu profissionais do setor mineral para discutir erros de amostragem, aplicação de equipamentos e normas técnicas voltadas à representatividade das amostras

A obtenção de amostras representativas é uma etapa fundamental para garantir a confiabilidade das análises e apoiar decisões nos processos da indústria mineral. Para aprofundar essa discussão, o CONIM – Comitê para a Normalização Internacional em Mineração do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) realizou, no dia 22 de setembro, em Belo Horizonte (MG), o workshop “Teoria de Amostragem de Polpa de Minérios: o Erro de Extração do Incremento e a diferença entre amostradores e extratores”.

O encontro apresentou conceitos e práticas relacionados à amostragem de polpa de minério, com destaque para os fatores que podem interferir na qualidade e na representatividade das amostras. A programação foi conduzida por Reinaldo Dantas Novaes, da FLSmidth Industrial Solutions e coordenador da ABNT/CB-41/CE-01 (Comissão de Estudo de Amostragem de Minérios de Ferro da ABNT), profissional com 18 anos de experiência em Amostragem Mineral e Normalização Internacional e participação em comitês técnicos da ISO e da ABNT.

Entre os assuntos abordados estiveram os fundamentos da Teoria da Amostragem, a finalidade da amostragem e da amostra, o Erro de Delimitação do Incremento e a homogeneidade da polpa de minério. Os participantes do workshop também discutiram as diferenças entre amostradores e extratores, suas aplicações e os critérios que devem ser considerados para a obtenção de amostras representativas.

Teoria de Amostragem de Polpa de Minérios
Crédito: Alex Ayala

Para Reinaldo Novaes, instrutor da capacitação, reunir profissionais com diferentes conhecimentos é fundamental para avançar na discussão sobre amostragem. “Precisamos conhecer bem a qualidade do minério para fazer uma amostragem adequada. A ideia do workshop foi justamente reunir pessoas que conhecem o tema para dividir dúvidas, experiências e dificuldades e entender os desafios envolvidos. Uma boa amostragem pode trazer benefícios importantes para os processos fabris”, explicou.

A participação de profissionais de diferentes empresas e áreas de atuação foi um dos destaques do encontro. Para Juliana Cecília, supervisora de laboratório da ArcelorMittal, a discussão sobre a amostragem de polpa ganha ainda mais importância diante dos processos que vêm sendo desenvolvidos no setor. “A amostragem de polpa é um tema ainda mais relevante no momento que vivemos, especialmente com o trabalho em processos de flotação, em que cerca de 95% da amostragem é de polpa. Estar inserido em um grupo com pessoas que possuem vivências e experiências diferentes traz uma carga de conhecimento muito grande e fortalece essa troca de informações. É uma iniciativa fantástica”, destacou.

Para Marcelo de Paula, técnico de processo da Samarco, a diversidade de experiências contribuiu para ampliar o aprendizado. “Para mim, está sendo um prazer enorme participar e ter essa troca com profissionais de diferentes empresas e com diferentes tipos de minerais que estamos tratando e discutindo aqui. É um momento de muito aprendizado e uma experiência muito bacana para mim e para todos os participantes”, afirmou.

A programação incluiu ainda uma abordagem sobre as normas técnicas relacionadas à amostragem de polpa de minério, com destaque para as normas ISO 16742 e ISO 11794. Também foram discutidos aspectos relacionados a projetos de plantas de processamento mineral, instalação e manutenção de equipamentos e os desafios envolvidos na utilização de amostradores e extratores para análises em linha.

Para Rejane Carvalho, coordenadora do CONIM, encontros como o workshop são importantes para aproximar profissionais, compartilhar experiências e fortalecer a discussão sobre boas práticas no setor mineral. “Eventos como este são fundamentais para promover a troca de conhecimentos e experiências entre profissionais que vivenciam diferentes realidades no dia a dia da mineração. Ao reunir especialistas e participantes para discutir temas técnicos e desafios comuns, o CONIM contribui para ampliar o conhecimento, fortalecer a normalização e estimular a adoção de práticas cada vez mais consistentes no setor”, destacou.

Crédito: Alex Ayala


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