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Congresso proporciona grande integração entre o mundo acadêmico e industrial

Notícias Gerais

30/07/2014


Uma das principais características dos eventos da ABM é a troca de conhecimento por meio de uma série de oportunidades e, principalmente, pela exposição de trabalhos técnicos, que acontece na forma oral ou pôster. No 69° Congresso Anual, realizado de 21 a 25 de julho, em São Paulo, foram apresentados 684 trabalhos, individuais ou coletivos.
Na forma oral, eles foram divididos por temas. As apresentações aconteceram em dez salas diferentes do Centro de Convenções Frei Caneca. O coordenador técnico do Congresso, Fernando José Gomes Landgraf, presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), explicou que a propostas era justamente reunir as pessoas interessadas em determinados assuntos para mostrar seus projetos e debater os resultados. “Essa discussão é muito importante e é a grande riqueza do congresso da ABM, comparado a outros eventos da área. Gente da indústria e da academia tendo a oportunidade de falar tecnicamente sobre os trabalhos, mostrar o que está fazendo e saber a opinião das outras pessoas”, elucidou.
Na sessão pôster, os apresentadores permaneceram na área de exposição e esclareceram detalhes sobre os projetos diretamente com os interessados. Segundo Landgraf, essa forma de apresentação é muito usada pelos estudantes, pois permite um contato mais “mano-a-mano” entre os participantes. “É mais direta do que a sessão oral”, disse.
Essa também é a opinião de Mateus Luiz Gamba, analista de sistemas, que participou pela primeira vez do Congresso. “Aqui na sessão pôster estou conhecendo pessoas e trocando ideias. Tem um pessoal que faz um trabalho semelhante ao meu, então eu já disponibilizei algumas informações para eles e agreguei outras. É bem interessante. Você vai adquirindo mais conhecimento”, contou Mateus.
Veterana nos eventos da ABM, a professora da Universidade Federal Fluminense, Andersan dos Santos Paula, estava representando estudantes de mestrado com um trabalho sobre deformação plástica severa. “Eu participo do Congresso desde o final da década de 90, quando ainda era estudante e nem existia o Enemet. Como professora, acredito que seja uma forma de fazer com que os alunos se interessem por pesquisa e que aprendam a redigir um trabalho técnico-científico antes de galgar revistas de renome internacional”, disse Andersan. Para ela, essa é uma forma de conexão com o mundo acadêmico e industrial.
O engenheiro metalúrgico, Leandro de Jesus, professor do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul, já esteve em três edições do Congresso, mas essa foi a primeira vez que participou da sessão pôster. “Estava terminando este trabalho na graduação. Agora estou fazendo mestrado e pretendo ingressar no doutorado a partir desse projeto”, contou ele. Leandro acredita que participar do Congresso e de suas atividades é uma maneira de ficar mais próximo do setor metalúrgico. “Acho excelente. É bom para nós, que produzimos o trabalho, e também para as indústrias, que vão `consumí-lo` no futuro”, concluiu.
Publicações e premiações – Uma parte dos trabalhos vai ser publicada na revista e alguns vão concorrer a prêmios em 2015. Esse processo de seleção acontece após rigorosa avaliação feita por profissionais altamente especializados, ligados à indústria e à academia. “É muito interessante você colocar no currículo os prêmios que recebeu”, recomenda Landgraf.

Assessoria


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