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Concentração tende a crescer nos próximos anos

Notícias Gerais

14/12/2009


Edna Simão, BRASÍLIAPara consultores, consolidação deve atingir setores como educação, planos de saúde e infraestrutura O movimento de recuperação das economias no pós-crise deve favorecer o aumento das operações de fusões e aquisições entre empresas brasileiras. Segundo consultores, a tendência é que o movimento se intensifique nos próximos anos nos setores de ensino superior, frigoríficos, etanol, planos de saúde e infraestrutura.Pesquisa da consultoria PricewaterhouseCoopers indica que o número de negócios neste ano deve ficar em patamar próximo ao de 2008, quando houve 643 operações de fusão e incorporação. De janeiro a novembro foram contabilizadas 551 transações no País. Apenas em novembro, foram 52 operações. “Dentro do contexto internacional, o Brasil deve sair na frente na recuperação das operações de fusão e aquisição”, afirmou Alexandre Pierantoni, sócio da Price. Uma das razões para isso, diz, é que o País mostrou, num momento de forte turbulência nos mercados financeiros, que tem fundamentos macroeconômicos sólidos, atraindo investidores.Pelo menos por enquanto, as fusões e aquisições estão mais concentradas nos setores de alimentos, tecnologia da informação, bancos, serviços, mineração e químico-petroquímica. “Existem vantagens econômicas para o agrupamento de empresas, desde que não se viole a lei da concorrência”, diz Ruy Coutinho, da Latinlink consultoria e ex-presidente do Cade.UNIVERSIDADESDepois do setor bancário, segundo estudo da Latinlink, o processo de concentração deve se acelerar em segmentos classificados como pulverizados. O setor de ensino superior passará por uma forte consolidação, depois de viver uma fase de proliferação de faculdades familiares e com gestão financeira ineficaz. Com a evasão escolar e a escassez de crédito, muitas passaram a contabilizar prejuízos. “A previsão é que os 20 maiores grupos do País venham a deter 70% do mercado de cursos superiores privados até 2015”, diz Coutinho. Situação semelhante é a do etanol. Com a febre por combustíveis limpos, muitas famílias passaram a abrir usinas para produção do combustível. “Essa indústria é fragmentada, sem gestão corporativa. Das 417 usinas instaladas no País, mais de 150 vão mudar de mãos ou quebrar até o final de 2011”, prevê a Latinlink. O setor de frigoríficos já está passando por um forte movimento de consolidação e internacionalização. Os exemplos mais recentes são as aquisições no exterior da Marfrig e Friboi.

O Estado de S.Paulo


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