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Comunidades defendem diálogo como base para a mineração durante painel da EXPOSIBRAM 2026

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26/08/2026


Discussão mostrou que relações duradouras dependem de escuta ativa, respeito aos saberes e modos de vida locais e participação dos diferentes atores dos territórios na construção das decisões.

A construção de relações de confiança entre empresas e comunidades e a valorização da diversidade de perspectivas estiveram no centro do painel “Engajamento Comunitário para Licença Social”, realizado nesta terça-feira (25/08), segundo dia da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2026), em Belo Horizonte (MG).

Promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o encontro reuniu representantes do setor mineral e lideranças comunitárias e uma jovem liderança para discutir os caminhos para uma atuação cada vez mais próxima, transparente e responsável nos territórios.

Entre os convidados desse painel, a representante do GT 6 – Relações com Comunidades do IBRAM na AngloGold Ashanti, Gabriele Cristina Lourenço Fernandes; o CEO & Founder da Trailheads & Titans, Alexander Zolata Juarez, de 14 anos; a líder comunitária e presidente da Associação Casa Fiari, Ariadina Maria Lopes; a presidente da Associação Fio de Ouro e líder comunitária da Comunidade Vila Bom Jesus – Vale Base Metals, Cláudia Oliveira Ribeiro da Silva; e a geóloga da MRN e quilombola do Quilombo Boa Vista, Evilane dos Santos Clemente.

Ao longo da palestra, os painelistas convergiram em torno de um entendimento fundamental: a licença social para operar não se resume a uma autorização formal ou a um documento, mas resulta de um processo contínuo de construção de confiança entre empreendimentos e comunidades. Nesse contexto, compreender as particularidades de cada território, reconhecer sua história, cultura e identidade e assegurar que a participação social tenha influência efetiva nas decisões, são aspectos essenciais para relações duradouras.

“A licença social não vai ser um documento emitido pelos órgãos governamentais. Ela vai ser a relação de confiança entre a comunidade e o empreendimento”, afirmou a géologa Evilane.

Escuta que gera participação

A escuta ativa surgiu como um dos principais caminhos para estabelecer relações mais consistentes com os territórios. Para a líder comunitária Ariadina, ouvir as comunidades significa receber demandas e permitir que seus integrantes contribuam para a construção dos projetos e tenham suas sugestões efetivamente consideradas.

“Quando uma empresa chega trazendo ideias, mas, principalmente, demonstrando disposição para ouvir a comunidade, a primeira reação é pensar que eles realmente estão aqui para nos ouvir e entender o que precisamos”, comenta. A experiência apresentada durante o encontro também evidenciou como iniciativas construídas conjuntamente podem contribuir para aproximar empresas e comunidades e fortalecer a confiança entre as partes.

A discussão mostrou, ainda, que o diálogo precisa estar associado ao reconhecimento das características próprias de cada território. Nesse sentido, o respeito às comunidades tradicionais e aos seus modos de vida foi um dos pontos centrais do debate.

Evilane lembrou que os empreendimentos não se estabelecem em espaços desprovidos de história, mas em territórios marcados por ancestralidade, cultura, relações sociais e formas próprias de interação com o ambiente. “Território não é só chão. O território é tudo aquilo que nós temos em volta”, explica, ao mencionar o rio como caminho e elemento fundamental para a vida de sua comunidade.

Transparência também significa saber dizer não

Conflitos, transparência e consulta às comunidades também pontuaram a conversa. Na avaliação dos palestrantes, divergências são inerentes às relações e precisam ser conduzidas com diálogo aberto, clareza sobre responsabilidades e disposição para compreender diferentes perspectivas.

Com a palavra, Evilane reforçou que a consulta prévia, livre e informada deve ser compreendida como um direito das comunidades, e não como uma mera formalidade. “Não é um formulário. É um direito”, pondera.

Cláudia, por sua vez, chamou atenção para a importância de avaliar cuidadosamente os riscos antes de atender a qualquer demanda. Segundo ela, uma decisão responsável também pode significar dizer não quando há possibilidade de comprometer a segurança. “Se a empresa disser não, é porque analisou o cenário e identificou algum risco. Nesses casos, é melhor negar uma demanda do que assumir uma decisão que possa colocar vidas em perigo”, pontuou.

Para Ariadina, mesmo quando a resposta não é positiva, a relação pode ser preservada por meio da transparência e da busca conjunta por alternativas. Assim, compreender as razões de uma negativa também faz parte de um processo de diálogo responsável.

Jovens como parte da solução

A participação das novas gerações e a formação de lideranças também ganharam espaço durante o painel. Aos 14 anos, Alexander Zolata Juarez trouxe uma perspectiva sobre o papel dos jovens nos processos de diálogo e tomada de decisão, defendendo que eles não devem ser apenas destinatários de informações, mas também protagonistas da construção de soluções. “Não basta apenas buscar novas formas de dialogar com os jovens. Dê aos jovens a oportunidade de fazer parte da conversa e até mesmo da solução”, frisa.

Para o jovem líder, a formação de novas lideranças passa ainda pelo desenvolvimento de características como curiosidade, humildade e disposição para ouvir pessoas com experiências e perspectivas diferentes.

Patrocínios e apoios da EXPOSIBRAM 2026

A EXPOSIBRAM 2026 conta com o patrocínio de importantes empresas e instituições dos setores mineral, industrial e de tecnologia. Na categoria Master, o evento tem como patrocinadora a BHP e a Vale. Na categoria Diamante, participam Aeolus e Ero Copper. Entre os patrocinadores Platina estão Anglo American Brasil, BVP, CMOC Brasil Mineração, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE), Compañía Electro Metalúrgica S.A., Huawei do Brasil, Loctite, Lundin Mining, Norsk Hydro e Taboca. Na categoria Ouro, figuram AngloGold Ashanti, Kinross Brasil e Nexa Resources. Entre os patrocinadores Prata, estão ArcelorMittal Brasil, Geosol e Mineração Usiminas. Na categoria Bronze, apoiam o evento Accenture, Alcoa, Appian Capital Brazil (Atlantic Nickel), Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Del Rey Minerals, Dinâmica, DXC Technology, Hatch, Hexagon Mining, Mosaic Fertilizantes, Pirobras, Samarco e St George Brasil.

A EXPOSIBRAM 2026 também conta com amplo apoio institucional de entidades como Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), ABIAPE, Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), ABIMAQ, ABIMEX, ABM (Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração), Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACE Energia), Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE), Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral (ABREMI), Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Agência para o Desenvolvimento da Indústria Mineral Brasileira (ADIMB), Amcham Brasil, Agência Nacional de Mineração (ANM), APEMI, CAEMG, Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO), Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), International Geosynthetic Society (IGS), Movimento pela Inovação na Mineração e Desenvolvimento (MINDE), Mining Hub Brasil (Mining Hub), OAB SP (Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo), Organismo Latino-Americano de Mineração (OLAMI), RMMG, Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGf), Serviço Geológico do Brasil (SGB), SGB Núcleo Bahia-Sergipe, Sindicato das Indústrias Minerárias do Estado do Pará (SIMINERAL), Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de Minas Gerais (SINAEES-MG), Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (SINDIEXTRA), Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo (SINDIROCHAS) e Women in Mining Brasil (WIM Brasil).

No apoio editorial, participam veículos especializados como 2A+ Mineração, BNews, Brasil Mineral, Cidades e Minerais, CKS Online, Climatempo, Conexão Mineral, EAE Máquinas, In The Mine, Minera Minas, Mineração & Sustentabilidade, Minérios & Minerales, Notícias de Mineração Brasil, Podcast da Mineração, Por Dentro de Minas, Radar Mineração, Revista Amazônia, Revista Areia & Brita, Revista M&T, Revista Novo Solo e The Mining.

Serviço:

EXPOSIBRAM 2026
Data: 24 a 27 de agosto de 2026
Local: EXPOMINAS – Belo Horizonte – MG
Mais informações em https://exposibram2026.ibram.org.br/


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