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Commodities puxam queda do Ibovespa

Notícias Gerais

16/07/2010


A Bovespa operou com volatilidade no início do pregão, enquanto investidores avaliavam os dados sobre a economia chinesa e indicadores norte-americanos. Mas Wall Street definiu a direção negativa, que foi acompanhada pela bolsa paulista, após a divulgação de dados piores que o esperado da atividade industrial nos EUA. Mais uma vez, os papéis das produtoras de commodities pesam no Ibovespa enquanto as construtoras impedem uma queda maior.;Às 12h15 o Ibovespa recuava 0,60%, aos 63.098 pontos, após alcançar a máxima de 63.612; pontos (+0,21%) e recuar à mínima de 62.960 pontos (-0,82%). O giro financeiro era de R$ 1,55 bilhão, com previsão de R$ 4,97 bilhões para o encerramento. Em Nova York, Dow Jones caía 0,87% e o S&P 500 cedia 0,94%.;Há pouco, Gerdau Metalúrgica caía 2,26% e liderava as baixas do índice, seguida de CSN (-2,19%). Na lista também aparecia Gerdau PN (-1,67%). Usiminas, que vinha apresentando desvalorização mais forte nos últimos pregões, depois de apresentar forte alta desde junho, hoje tem queda menor, com as ON em baixa de 1,52% e PNA em queda de 1,17%.;Segundo operadores, os papéis permanecem pressionados pela desaceleração da economia mundial, particularmente a chinesa. Hoje o país asiático anunciou que seu PIB cresceu 10,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, ante uma taxa de 11,9% no primeiro trimestre. Dados sobre a atividade industrial também indicaram desaceleração: foi registrado crescimento de 13,7% na produção da indústria chinesa em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado, abaixo dos 16,5% de maio.;Analistas, no entanto, ressaltavam os indicadores de inflação, que revelaram uma desaceleração maior que a esperada, o que aponta para uma menor urgência em adotar outras medidas de contenção no futuro próximo. “Mas fica o sentimento de que o mundo está desacelerando”, disse o analista de investimentos da SLW Pedro Galdi.;Vale PNA recuava 0,81% e a ação ON da mineradora cedia 1,56%, também pressionada pelas incertezas relacionadas especialmente à desaceleração de seu principal mercado consumidor. MMX ON baixava 1,42%.;Petrobrás e OGX;Petrobrás registrava recuo menor, de 0,99% na ação PN e de 0,89% na ON, em um dia de volatilidade na cotação de petróleo da Nymex. O preço do barril iniciou o dia em alta, depois virou. Há pouco, porém, sinalizava uma alta de 0,52%, para US$ 77,44.;OGX Petróleo também recuava, 0,28%, apesar da notícia, divulgada na manhã de hoje, de que a empresa do grupo do empresário Eike Batista revisou para cima a coluna e o net pay (área com óleo de fato) na seção albiana do poço 1-OGX-14-RJS, localizado no bloco BM-C-40, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos, no qual a companhia possui 100% de participação. Além disso, a empresa informou uma nova descoberta na mesma seção desse poço.;A empresa informou que a coluna e o net pay da descoberta anunciada em junho foram revisados, de 60 para aproximadamente 90 metros e de 22 para cerca de 35 metros, respectivamente. Com a continuidade da perfuração e a realização de novos estudos, foi identificada ainda uma nova coluna de óleo de aproximadamente 55 metros e net pay em torno de 27 metros, também em reservatórios carbonáticos.;”A dimensão das descobertas realizadas neste poço reforça a importância de nossos blocos localizados mais ao norte na bacia de Campos. Este resultado é tão positivo que novas perfurações nesta área se tornaram prioritárias”, afirma, em comunicado, Paulo Mendonça, diretor geral da OGX.;Construção;Os papéis das empresas de construção continuam apresentando um bom desempenho e colaboram para segurar a queda do Ibovespa, em meio à divulgação de prévias de resultados das construtoras no segundo trimestre.;Há pouco, PDG liderava as maiores altas do índice, com ganhos de 3,04%, seguida de MRV (2,55%). A MRV informou ontem ter registrado recorde histórico de vendas contratadas no segundo trimestre, de R$ 981,9 milhões, com crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados preliminares e não auditados. No período, o indicador Vendas sobre Oferta (VSO), que mede a velocidade de vendas, passou de 33% no final de março para 37%, enquanto o preço médio de venda por unidade ficou em R$ 104 mil, ante R$ 105 mil registrado no final de março. No mesmo intervalo, os lançamentos alcançaram R$ 1,113 bilhão, indicando alta de 81,3% – também um recorde histórico.;Já a CCDI subia 3,72%, reagindo ao anúncio de que a companhia registrou alta de 82,1% nas vendas contratadas no segundo trimestre de 2010 em relação a igual período do ano passado, para R$ 314,8 milhões, conforme dados operacionais preliminares e não auditados. Na comparação com o primeiro trimestre, a performance representa avanço de 63,2%. Os lançamentos, por sua vez, aumentaram 187,1% em relação ao ano anterior e 66,4% frente ao primeiro trimestrepara R$ 291,1 milhões.;Dentre os papéis do setor, Rossi subia 1,98%, também entre as maiores altas. Cyrela e Even, que esta semana também informaram ter registrado bom desempenho entre abril e junho, apresentavam alta: PDG ON subia 1,15% e Even avançava 0,25% e Cyrela tinha alta de 0,70%. Já os papéis da Brookfield, que também divulgou prévia, recuavam 0,72%.Gafisa avançava 0,73%.;Teles;Os papéis da Vivo operavam em queda à espera de um desfecho para a disputa entre Telefónica e Portugal Telecom em torno da operadora de celular brasileira que deve acontecer até amanhã. Há pouco, Vivo PN recuava 2,19% enquanto os papéis ON – que possuem menos liquidez – cediam 0,21%. Telesp PN baixava 1,28%.

Estadão


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