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Com margens impulsionadas por mineração, CSN se destaca entre pares

Notícias Gerais

04/01/2011


SÃO PAULO ? Conhecida por manter margens em níveis elevados, a CSN (CSNA3) tem sua posição destacada no momento em que atores do próprio setor siderúrgico esperam por queda na lucratividade. Parte da resposta está em sua exposição ao setor de mineração.
?Quanto mais a CSN mantém de cada centavo que arrecada com as receitas, mais dinheiro ela tem para investir em crescimento, financiar novos planos estratégicos, ou distribuir aos acionistas?, escreve o consultor Seth Jayson, da Motley Fool.
Competição
Segundo Jayson, margens saudáveis costumam diferenciar as melhores ações do mercado daquelas que tentam se tornar as melhores. ?Uma companhia com crescentes margens operacionais e bruta geralmente alimenta seu crescimento pela elevação de demanda por seus produtos?, escreveu o consultor, ao passo que aquelas companhias cujas margens tendem para baixo costumam viver um momento de perda de competitividade.
“Com as recentes margens operacionais excedendo as médias históricas, a CSN parece estar indo bem”, conclui o consultor. “Ela teve uma boa parte das margens provenientes da mineração, e a perspectiva da margem da mineração é positiva”, explica Leonardo Alves, analista da Link Investimentos.
Confira a comparação entre as margens Ebitda (receita sobre geração operacional de caixa) e bruta das três principais siderúrgicas brasileiras – CSN, Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) – no terceiro trimestre de 2009:
Margens em 2010 e 2011
No ano de 2010, as margens foram prejudicadas devido a alguns fatores, como a valorização do real, o qual impulsionou as importações de aço, e o avanço dos custos, como consequência da alta dos preços das matérias-primas, os quais deverão continuar em foco neste ano, segundo o analista da Link Investimentos. Para o próximo ano, analistas e especialistas do setor concordam que as margens deverão continuar pressionadas.
Em reunião realizada no final de novembro de 2010, o CEO (Chief Executive Officer) da Gerdau havia afirmado que não há otimismo para o curto prazo. Do mesmo modo, o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, também reforçou o pessimismo em reunião realizada com investidores em dezembro. “O setor não vai oferecer mais margens como antes”, disse.
Leonardo Alves concorda com Brumer, mas alerta que o pior já passou. “Acredito que as margens não devem ser tão ruins assim, pode ter até uma pequena melhora em 2011”, pondera. “O desempenho depende da recuperação econômica nos EUA e na Europa”, complementa.

MSN Brasil


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