NOTÍCIAS

Com 127 m² por pessoa, área verde de Ipatinga é modelo

Notícias Gerais

31/10/2011


Minas Gerais é o Estado com maior número de Reservas Particulares de Patrimônio Natural
Ipatinga, no Vale do Aço, tem área verde de 127 m² por habitante, mais de dez vezes a área recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que são 12 m² por habitante. O bom índice da cidade mineira está diretamente ligado ao trabalho de sua maior empresa, a Usiminas, e mostra que iniciativas corporativas podem fazer a diferença na preservação ambiental. “O papel das empresas é muito importante nessa mudança de paradigma”, diz o professor do MBA em Gestão do Meio Ambiente e Sustentabilidade da Faculdade FGV/IBS, Renato Cader.
Ele diz que o investimento ambiental traz retorno tanto para a empresa, quanto para a comunidade, e lamenta que o poder público não esteja tão envolvido no tema quando o setor produtivo. “O poder público pode fazer a diferença e não está fazendo”, afirma. Por outro lado, ele diz que as empresas estão cada vez mais empenhadas em ligar seu nome a práticas sustentáveis. Cader diz que, em muitos casos, a adoção de áreas verdes é uma medida compensatória por impactos causados pela atividade da empresa. Em outros, as iniciativas são espontâneas e essas são as que trazem melhores resultados.
Em Ipatinga, as ações da Usiminas estão no segundo caso. São diversas iniciativas, como o viveiro de mudas que possui capacidade para 240 mil mudas por ano entre espécies nativas, frutíferas e ornamentais, e a recomposição florestal, que já plantou cerca de 400 mil mudas na região. A grande área verde permitiu a criação do projeto de apicultura, que produz 50 mil quilos de mel em seis núcleos. O beneficiamento do mel é feito nas dependências do viveiro.
O gerente corporativo de meio ambiente da Usiminas, André Chaves de Andrade, diz que o conjunto de ações tem influência direta na vida da cidade. “Gera influência até no microclima de Ipatinga”, afirma. Ele completa que o programa transcende o entorno da usina e tem convênios com órgãos como o Instituto Estadual de Florestas (IEF).
Reserva Particular. A criação de áreas de preservação ambiental por pessoas físicas ou jurídicas é prática que vem ganhando força em Minas Gerais. O Estado tem 121,658 hectares em 259 Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs), o maior número do país segundo o analista ambiental do IEF, Elcio Rogério de Castro Mello.
“Essas iniciativas são muito importantes para preservar os biomas”, afirma Mello. Ele explica que a criação de uma RPPN é um ato voluntário, não estando ligada a nenhuma condicionante ou contrapartida. Antes da criação de uma área desse tipo é preciso seguir uma série de etapas, como apresentação de documentos e visita técnica a campo.
Uma vez criada a RPPN é perpétua e se a área for vendida o novo proprietário assume todas as obrigações. Apesar de particular, a reserva está sujeita às normas públicas e pode ser usada apenas com finalidades de educação ambiental e para pesquisa científica. Essa modalidade foi criada em Minas Gerais em 1998.

O Tempo


Compartilhe:

Assine nossa newsletter e fique por dentro das últimas notícias do setor INSCREVER