Código de Mineração aprovado na Guiné inviabiliza Simandou, diz Vale
30/01/2012
O código de mineração aprovado em setembro pelo governo da Guiné inviabiliza a produção de minério no projeto de Simandou, no país da África Ocidental. A afirmação é do diretor executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Tito Martins.
?A decisão foi equivocada. Acho que o governo [local] tem entendimento disso?, disse Martins, que participou de seminário promovido pela Apimec-Rio.
De acordo com o executivo, a exploração de Simandou pela Vale está em fase de avaliação.
O novo código de mineração aprovado em setembro pelo governo da Guiné tem como exigência a participação de 15% do Estado nos projetos de mineração em curso no país, além da opção de compra de outros 20% por preços de mercado. A Rio Tinto já havia feito, em abril, um acordo para operar no país.
?Para nós, ainda é cedo para fazer isso [um acordo com o governo]?, acrescentou Martins.
A Vale adquiriu, em 2010, por US$ 2,5 bilhões, participação de 51% na BSG Resources, por concessões de minério de ferro em Zogota (Simandou Sul) e por licenças de exploração nos blocos 1 e 2 em Simandou Norte. A empresa pagou US$ 500 milhões e pagaria os outros US$ 2 bilhões em etapas, durante o desenvolvimento do projeto.
O objetivo da companhia com o negócio é desenvolver duas jazidas de minério de ferro de primeira linha, com produção estimada de 50 milhões de toneladas anuais a partir de 2020, com investimentos de US$ 7 bilhões.
Valor Econômico