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Cinco primeiros lotes da Fiol ficam prontos em 2015

Notícias Gerais

25/03/2014


Os cinco primeiros lotes da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), necessária para a execução de alguns projetos de mineração na Bahia, como o da Bahia Mineração (Bamin), ficarão prontos até o final de 2015. A previsão é do governo do Estado.
Segundo o coordenador executivo de Infraestrutura e Logística da Casa Civil da Bahia, Eracy Lafuente, esse é um dos principais trechos da ferrovia, devido a sua importância no transporte do minério. ?Esse trecho é prioritário porque dará viabilidade, em termos de operação, ao transporte da carga de minério de ferro, de Caetité até Ilhéus, onde ficará o Porto Sul?, disse.
A Bahia Mineração (Bamin), proprietária de projetos de minério de ferro na Bahia, utilizará esse trecho da Fiol para transportar de 20 a 25 milhões de sua produção por ano, até o Porto Sul, onde será construído um terminal de uso privativo. Outras empresas mineradoras também poderão se beneficiar do empreendimento.
O trecho, que irá de Ilhéus a Caetité, é composto por cinco lotes. O Lote 1 vai de Ilhéus até o Rio da Preguiça, em Itagibá, onde a Mirabela opera uma mina de níquel. Com um total de 125 quilômetros, o trecho passa pelos municípios de Uruçuca, Aurelino Leal, Gongogi e Ubaitaba, e conta com um investimento de R$ 607,9 milhões.
O Lote 2, terá 119 quilômetros e ligará Itagibá a Manoel Vitorino, passando por Aiquara, Itagi e Jequié, o sexto maior município do Estado. Dentro desse trecho, será construído um túnel de 780 metros de extensão em Jequié, o chamado Lote 2A. As obras estão a cargo do Consórcio Galvão.
O terceiro lote, que vai do Riacho Jacaré, em Manoel Vitorino, ao Rio de Contas, em Tanhaçú, no sudoeste do Estado, conta com um investimento de R$ 403,2 milhões e uma extensão de outros 119 quilômetros. Tanhaçu é produtor de cal, calcário e mármore. O trecho, denominado Lote 3, já está em obras, realizadas por um consórcio que inclui as empresas Torc, Ivai e Cavan.
O Lote 4, que vai de Tinhaçu e Caetité, está a cargo do consórcio formado entre as empresas Andrade Gutierrez, Barbosa Melo e Serveng. Esse lote tem 178 quilômetros e passa por outros seis municípios com participação relevante na rota da mineração do Estado: Aracatu, Brumado, Livramento de Nossa Senhora, Rio do Antônio, Lagoa Real e Ibiassucê. Ao todo, são previstos investimentos de R$ 739,8 milhões nesse lote, que culmina no Riacho da Barroca.
Ao todo, a ferrovia terá 1,5 mil quilômetros de extensão, dos quais 1,1 mil estarão em território baiano. Estima-se que um investimento total de R$ 6 bilhões serão feitos na Fiol, dos quais R$ 4,3 bilhões já estão licitados. No total, 6,3 mil pessoas trabalham, atualmente, nas obras da ferrovia. As informações são do jornal Correio da Bahia.
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