Chineses reclamam de monopólio de mineradoras
10/02/2010
Representantes da siderurgia chinesa defenderam seu papel na condução das negociações com as mineradoras globais sobre os preços do minério de ferro, atacando a ?natureza monopolista? das fornecedoras e culpando a mídia local por ?concentrar a atenção do país nas negociações de preços?.
Em 2009, as negociações entre as siderúrgicas da China e as grandes mineradoras globais – Vale, BHP Billiton e Rio Tinto – fracassaram, por causa da insistência dos chineses num corte maior de preços do que o que foi acordado com outras siderúrgicas asiáticas.
Embora tenha se recusado a divulgar detalhes do progresso das negociações neste ano, o vice-presidente da Associação de Ferro e Aço da China, Luo Bingsheng, disse que seu país estava certo em pedir um desconto maior.
?Vocês todos parecem ter se esquecido de um dado importante?, disse Luo. ?Em 2009, o gasto das siderúrgicas chinesas com importações de minério de ferro diminuiu 34% ou mais ante 2008.? Luo recusou-se a explicar o que quis dizer, mas sua afirmação parece sugerir que as siderúrgicas chinesas acabaram ficando em posição melhor sem um acordo para o preço de referência.
Esse cálculo rápido, no entanto, não leva em conta outros fatores, como o fato de que a comparação é entre dois períodos de tempo diferentes – a vigência do acordo benchmark, que vai de 1 de abril a 31 de março, e o ano calendário que Luo usou.
Além disso, os preços no mercado à vista em 2009 foram derrubados pela recessão. Luo centrou fogo na ?natureza monopolista? das três mineradoras. ?Todos deveriam conseguir enxergar isso?, disse Luo. ?A união de duas delas (BHP e Rio Tinto) daria mais força para esse monopólio.? A BHP e a Rio Tinto estão trabalhando num plano para combinar suas operações de minério de ferro na região de Pilbara, na Austrália Ocidental.
Agência Estado