Centros pesquisam soluções para gerenciar recursos
30/09/2014
Os recursos do cloud computing viraram objeto de estudo em laboratórios. Empresas de tecnologia, como EMC e Agility Networks, criaram centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para descobrir inovações relacionadas à computação na nuvem. Os complexos, no Rio de Janeiro e em São Paulo, estudam temas como o gerenciamento de recursos em tempo real, a colaboração a distância e a integração de soluções de fabricantes diferentes.
A maioria dos investimentos é feita para suprir a demanda de clientes nos segmentos de finanças, recursos naturais, petróleo e gás. A IBM Brasil foi contemplada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com uma verba de R$ 5,7 milhões para desenvolver uma tecnologia capaz de controlar as funções da nuvem de forma mais eficiente.
O Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil, com unidades em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ), conta com um grupo de pesquisa na área de cloud computing para atender setores como recursos naturais e finanças. “A previsão é que o centro tenha mais de cem pesquisadores, até 2015”, diz Marco Stelmar, gerente de pesquisa de computação em nuvem do complexo, que também trabalha com análise de dados sociais e dispositivos inteligentes. Os cientistas brasileiros atuam em sintonia com cerca de três mil pesquisadores que a fabricante mantém em 12 unidades, em cinco países.
Segundo Stelmar, o laboratório estuda desde a infraestrutura até a melhora da experiência do uso da nuvem em clientes finais. “Também focamos a computação de alto desempenho, setor que fomos contemplados com um projeto co-financiado pela Finep”, diz. A área é considerada particularmente importante para descobertas e logística ligadas a recursos naturais, como a exploração de óleo e gás, mineração e agricultura, além de previsão do tempo e enchentes.
Parte do programa federal TI Maior, de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia no país, o projeto financiado pela Finep tem duração de três anos e conta com investimentos de R$ 5,7 milhões. A ideia é desenvolver uma tecnologia para gerenciar recursos na nuvem em tempo real, para empresas de todos os portes. O contrato inclui a criação de um sistema básico, otimizações e testes. Além da equipe do laboratório, conta com a colaboração de universidades brasileiras e estrangeiras.
No EMC Brazil Research and Development Center, no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o foco é um projeto de colaboração a distâncias extremas, baseado na nuvem. “O plano é permitir que profissionais localizados em continentes diferentes sejam capazes de trabalhar com visualização gráfica, como se estivessem na mesma sala”, diz a cientista-chefe Karin Breitman.
O laboratório de 25 funcionários foi inaugurado oficialmente em maio e é parte de um investimento de US$ 100 milhões da EMC no país, anunciados em 2011. A meta é fazer do complexo um “hub” de inovação da empresa no setor de petróleo e gás. Além de cloud, estuda soluções de big data e para cidades inteligentes.
Valor Online