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CBMM procura mercado para comercializar terras-raras

Notícias Gerais

27/08/2012


A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), com planta em Araxá, no Alto Paranaíba, já está contatando potenciais consumidores para produtos de terras-raras. A empresa investiu R$ 50 milhões no desenvolvimento da tecnologia para beneficiar óxidos de terras-raras como um subproduto do processo produtivo do nióbio e para viabilizar a produção já faz estudos de mercado.
Conforme informou a CBMM em nota, a companhia está desenvolvendo um programa com o objetivo para produzir terras-raras e a primeira etapa, que era o desenvolvimento da tecnologia capaz de separar e refinar o produto contido da monazita do minério que a empresa explora, já foi concluída.
Para isso, a CBMM construiu um planta-piloto, com capacidade para 100 toneladas por mês e que já produz dois concentrados refinados de terras-raras, o sulfato duplo e hidróxido. Segundo a empresa, a plataforma pode ter sua capacidade triplicada “sem grade esforço”. “O grande diferencial desta conquista tecnológica é o fato de as terras-raras serem obtidas do resíduo do processo de produção do nióbio, sem a necessidade de investimentos extras em mineração”, afirma a empresa através da nota.
“A companhia parte agora para afunilar suas pesquisas visando a elaboração de um estudo de mercado e a possível produção de óxidos puros. Potenciais consumidores já estão sendo contatados”, completa o texto.
Segundo a CBMM, o início das produção de terras-raras pela companhia poderá ser considerado um marco que pode levar o Brasil a reduzir substancialmente as importações do produto.
Segundo informações já divulgadas pelo governo de Minas, estima-se que as reservas de terras-raras no Estado cheguem perto de 4 milhões de toneladas, a maior parte concentrada nas regiões Sul, Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro.
Reservas –
As terrasraras são 17 elementos químicos parecidos, que geralmente ocorrem juntos na natureza. Esses minerais são insumos para a produção de equipamentos eletrônicos, superímãs, fertilizantes e combustíveis, entre outros. A China é o principal produtor do planeta e responde por 96% do mercado mundial, que movimenta aproximadamente US$ 5 bilhões por ano.
Conforme informações já divulgadas pela CBMM, as reservas de nióbio no Alto Paranaíba são da ordem 800 milhões de toneladas, com durabilidade estimada em 200 anos. O principal mercado consumidor para a companhia é o asiático, especialmente a China, mas a empresa, que é responsável por cerca de 80% da produção mundial de ferro-nióbio, tem cerca de 350 clientes espalhados pelo mundo.
Esses números garantem à CBMM, com participação de praticamente 6% na pauta exportadora do Estado e embarques que geraram uma receita de US$ 1,093 bilhão entre janeiro e julho, ser a segunda maior exportadora de Minas Gerais, ficando atrás apenas da Vale S/A, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Diário do Comércio


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