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Catoca vai expandir capacidade de processamento na maior mina de diamante da Angola

Notícias Gerais

18/07/2013


Segundo um executivo, que pediu para não ser identificado, a Catoca vai adicionar um moinho aos cinco que já estão em funcionamento na maior mina de diamante da Angola. Essa expansão vai permitir que a mina mantenha a média de produção durante três décadas. Ainda não se sabe quando a Catoca construirá o moinho.
De acordo com o executivo, a empresa precisa melhorar sua capacidade de processamento à medida que trabalhadores cavam mais fundo e extraem minérios mais duros que exigem mais tempo e energia para britagem, peneiramento e deslamagem. Os produtores de diamante investem na produção com expectativa de que a crescente demanda por joias na China e na Índia aumente os preços das pedras preciosas.A mina da Catoca produziu 6,5 milhões de quilates a partir de dez milhões de toneladas métricas de minério, no ano passado, o que gerou uma receita de US$ 575 milhões, antes dos custos, segundo o executivo.A mina a céu aberto, próxima a Saurimo, que fica 840 quilômetros a leste de Luanda, capital da Angola, é construída em torno de um sistema geológico que foi formada nas profundezas do subsolo e erguida por um vulcão.A produção de diamantes em Angola pode crescer para cerca de 9 milhões de quilates neste ano, em função de novas quatro minas e da continuação da produção em outras três. A projeção foi feita em março pelo ministro de minas e geologia da Angola, Francisco Queiroz.
No ano passado, a produção angolana foi de 8,3 milhões de quilates. A Catoca representou cerca de 70% da produção do país em 2012.
As reservas da Catoca, atualmente com 200 metros de perfuração, vão aumentar pelo menos mais 600 metros. Quando depósitos forem encontrados a uma profundidade de 800 metros, será necessária realizar mineração subterrânea. Para tal, a Catoca precisa realizar estudos de viabilidade, disse o executivo.A Sociedade Mineira de Catoca é dividida por várias companhias. A empresa estatal de diamantes, Endiama, tem participação de 32,8%, mesma fatia da OAO Alrosa, da Rússia. Uma venture entre a China e a petrolífera estatal Sonangol detém 18% e brasileira Odebrecht possui 16,4%.A Angola é o quarta maior produtora de diamante do mundo, depois de Botswana, Rússia e Canadá. A exportação de joias do país foi avaliada em US$ 1,1 bilhão, segundo dados da Kimberley Process, grupo internacional que trabalha para impedir o tráfego dos chamados ?diamantes de sangue?.

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