Carvão gaúcho atrai interesse de chineses
01/06/2012
O Rio Grande do Sul pode estar próximo de receber duas novas termelétricas. Representantes de empresas chinesas estão no Estado para acertar a construção das usinas abastecidas a carvão.
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Candiota e Cachoeira do Sul são as candidatas a receber o investimento de R$ 1,5 bilhão para cada usina. Representantes da Blue Bay Stepwear Group Co. Ltd, empresa com ações na Bolsa de Hong Kong, Na Wey e Yang Tower Song estão no Brasil para avaliar oportunidades de investimentos em diferentes áreas.
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No último verão, a demanda de energia no Estado foi estimada em 6 mil megawatts (MW), enquanto foram produzidos internamente apenas 2,4 mil MW. Caso se confirme a construção das usinas, juntas gerariam 700 MW. Como hoje projetos a carvão estão barrados nos leilões organizados pelo governo, os investidores avaliam a venda de energia no mercado livre, que não depende dessas regras. No entanto, também não garante financiamento, o que pode ser um complicador. Os empreendimentos seriam abastecidos principalmente pela Companhia Riograndense de Mineração (CRM). Segundo o coordenador do fórum de energia da Agenda 2020, Ronaldo Lague, os estoques de carvão gaúcho são estimados em 32 bilhões de toneladas.
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? A geração local de energia é muito baixa para a necessidade do Rio Grande do Sul. O carvão é pouco explorado e deve ser melhor aproveitado ? diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. O presidente da CRM, Elifas Simas, que recebeu o grupo de chineses, afirma que os investidores prometeram mandar resposta por escrito após o retorno à China. Ontem, o grupo visitou as usinas de Candiota acompanhado de um engenheiro de minas da CRM, onde os chineses observaram a operação.
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Zero Hora