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Câmbio pressiona prévia do IGP-M, que vai a 1%

Notícias Gerais

22/05/2012


Alta foi puxada pelos preços no atacado, sobretudo dos produtos industriais; soja voltou a liderar as pressões
A segunda prévia de maio da inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado para o reajuste de contratos de aluguel, acelerou para 1%, informou a FGV. A alta foi puxada pelos preços no atacado, sobretudo dos produtos industriais. A soja voltou a liderar as pressões, mas pesaram também repasses dos aumentos do petróleo e da valorização do dólar ante o real.
O chamado complexo soja – que inclui a soja em grão, o farejo de soja, o óleo em bruto e o óleo refinado – foi responsável por 55% (0,68 ponto porcentual) da variação de 1,24% registrada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) na segunda prévia de maio. A soja em grão subiu 9,45%, enquanto o farelo de soja teve alta ainda maior, de 13,85%.
“A soja ainda está sendo um fator preponderante para a inflação, mas gradativamente vem perdendo participação relativa. O grão está chegando ao limite de preço. A tendência é que o aumento comece a ceder”, afirmou Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/ FGV).
O impacto do dólar ainda não é o principal motivo para o aumento da inflação na prévia de maio, mas deve influenciar mais as próximas leituras do indicador, prevê Quadros. O minério de ferro subiu 2,87%, enquanto a celulose avançou 4,86%.
“O minério de ferro é cotado em dólar. Embora haja fornecimento para o mercado interno, de tempos em tempos a conta é refeita. É efeito do câmbio, porque o preço não está subindo. A China não está comprando, não aumentou a demanda. Os produtos de papel também estão subindo por causa do câmbio. O que aumentou foi a celulose”, ressaltou Quadros. “Daqui em diante, a componente cambial vai se tornar mais importante.”
As pressões cambiais fizeram a Tendências Consultoria Integrada revisar a previsão para o IGP-M fechado de maio, de 0,70% para 0,95%.
“O comportamento dos IGPs vem sendo afetado de forma decisiva pela recente depreciação cambial”, avaliam os economistas Alessandra Ribeiro e Thiago Curado, da Tendências.

Estado de S. Paulo


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