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BTG deve ofertar ações para investir no setor de máquinas

Notícias Gerais

15/03/2010


O banco BTG Pactual está perto de fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) por meio da qual pretende captar até R$ 2 bilhões. Informações de mercado dão conta de que a operação, juntamente com o fechamento do acordo com a Mitsubishi Motors, colocariam o banco em posição para investir em empresas do setor de máquinas e equipamentos.
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Os rumores sobre o IPO começaram depois que o banqueiro André Esteves recomprou a participação no banco por US$ 2,5 bilhões, em 2009. Mas as especulações ganharam mais força na quarta-feira da semana passada, durante a 11ª edição do BTG Pactual CEO Conference, quando um dos palestrantes do banco deixou escapar, durante uma palestra, que o BTG Pacutal “iria recorrer ao mercado”.
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Uma fonte revelou ao DCI que o banco estaria sondando marcas e indústrias que tenham preços atrativos. “Haveria uma remodelagem de negócio, como melhoramento de gestão e posteriormente uma venda futura. Por isso o BTG precisa se capitalizar”.
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A segunda possibilidade seria comprar a empresa, remodelar e alavancar os ativos e a venda de cotas de ações, ficando o BTG Pactual com o controle. “Numa comparação, seria o mesmo caso de Hypermarcas. Ninguém define o perfil da empresa. Com o banco aconteceria o mesmo. Compra de várias participações em vários setores”, ressaltou.
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Outra fonte analisa que é um momento muito interessante para uma abertura de capital por parte do BTG Pactual, “ainda mais como o estigma de sexta economia do mundo”, conquistado pelo Brasil.
“A empresa tem um grande potencial, visibilidade e atua em um setor estratégico. O valor almejado de R$ 2 bilhões não está fora de uma curva de projeção dos analistas, embora não haja uma empresa brasileira para comparar. Resta saber se haverá liquidez nas ações”, analisou.
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Um dos indicativos de que o banco deva aplicar o capital em multimercados é a recente compra de participação minoritária da Mitsubishi Motors do Brasil (MMCB). “Ter um sócio com reconhecida presença global nos mercados financeiros irá permitir à MMCB viabilizar seus programas de ampliação e modernização da oferta brasileira”, comenta Eduardo de Souza Ramos, sócio-fundador da MMCB.
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Em 2009, a marca bateu recorde de 3,1 milhões de unidades vendidas, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O faturamento anual da Mitsubishi do Brasil gira em torno de R$ 4 bilhões, o que a posiciona entre as 90 maiores empresas do País. Por sua vez, o BTG Pactual é o maior banco de investimentos independente baseado em mercados emergentes. Também possui US$ 34,4 bilhões de recursos sob gestão.
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Mercado de IPO
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“O mercado de IPO, até em função da crise do ano passado, deve se aquecer muito no Brasil, principalmente no segundo semestre. Muitas empresas adiaram os planos de abertura de capital para este ano. Além do mais, o Brasil se recuperou mais rapidamente que os outros países; isto atrai o capital”. Está foi a análise do francês Vincent Baron, sócio diretor da Vallua consultoria e gestão. O executivo mora há oito anos no Brasil e passou pelas principais multinacionais do mundo.
Para ele o Brasil passa por uma situação quase única no mundo: tem empresas que estão preparadas para abrir capital e o Brasil atrai o dinheiro estrangeiro.
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“Empresas com fundos de private equity com mais de três anos de atuação são fortes candidatos à abertura de capital. Temos várias empresas brasileiras nesta situação”. Baron acredita que as principais aberturas de capitais aconteçam nos setores de petróleo e gás, puxado pela camada pré-sal e pelo aumento de tamanho da Petrobras.
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No mesmo patamar de abertura, ele destaca o setor de mineração. “Com a alta dos preços de commodities, as empresas precisaram se estruturar melhor nos próximos anos e devem fazer captação. Pegando uma carona, o setor de infraestrutura, muito carente no Brasil, terá de transportar commodities e outros bens”.
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Ele também enxerga investimentos na infraestrutura para receber a Copa do Mundo e Olimpíadas tragam grandes oportunidades às empresas brasileiras.
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Para ele há tendência de retomada de consumo e mais uma vez o crescimento das classes C e D. “Setores de varejo e de bens de consumo, como limpeza e alimentação; além de educação e saúde privadas, se fortalecerão.”
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Quando compara o mercado brasileiro de IPOs ao Francês, Baron aponta como principal diferença que as empresas brasileiras fazem a abertura para aumentar de tamanho; já as francesas o fazem para aumentar liquidez.
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Procurado, o BTG Pactual disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta rumores de mercado.
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O banco BTG Pactual está perto de fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) por meio da qual pretende captar até R$ 2 bilhões. Informações de mercado dão conta de que a operação, juntamente com o fechamento do acordo com a Mitsubishi Motors, colocariam o banco em posição para investir em empresas do setor de máquinas e equipamentos.
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Notícias sobre a oferta ganharam mais força na semana passada, durante a 11ª edição do seminário BTG Pactual CEO Conference, quando um dos palestrantes do banco deixou escapar, durante uma palestra, que o BTG Pactual “iria recorrer ao mercado”.
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Uma fonte revelou ao DCI que o banco estaria sondando marcas e indústrias que tenham preço atrativo. “Haveria uma remodelagem de negócios, como melhoramento de gestão e posteriormente uma venda futura. Por isso o BTG precisa se capitalizar”, diz a fonte.
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A segunda possibilidade seria comprar a empresa, remodelar e alavancar os ativos e a venda de cotas de ações, ficando o BTG Pactual com o controle. “Numa comparação, seria o mesmo caso da Hypermarcas. Ninguém define o perfil da empresa. Com o banco aconteceria o mesmo: compra de várias participações em vários setores”, ressaltou.
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O banco é um dos líderes no segmento de investimentos, com forte atuação na coordenação de ofertas de títulos e ações por empresas. Depois de ter vendido o banco ao suíço UBS, o banqueiro André Esteves recomprou a instituição em 2009.

DCI


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