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Brasil será prejudicado por acordo entre EUA e UE, segundo Governo

Notícias Gerais

18/02/2013


A negociação entre os EUA e a União Europeia (UE) para a formação de uma área de livre-comércio preocupa setores do governo brasileiro.A avaliação é que o Brasil sairá inevitavelmente prejudicado, caso o acordo prospere, diante das vantagens que as empresas americanas e europeias ganharão com barreiras comerciais menores.Uma equipe do Itamaraty começou a mapear os impactos da área de livre-comércio e o relatório deve ficar pronto nas próximas semanas.Com o crescimento das vendas para a China, principalmente de commodities (como minério e soja), a participação dos EUA e da União Europeia nas exportações de produtos brasileiros caiu de forma significativa nos últimos cinco anos.Juntos, os dois mercados absorveram mais de 40% das exportações brasileiras em 2007. Em 2012, compraram pouco mais de um terço.A perspectiva de que as duas potências iniciem as discussões já em junho deste ano assusta técnicos do governo. O debate pode monopolizar as atenções das autoridades europeias, relegando a segundo plano as conversas para a criação da área de livre-comércio entre o Mercosul e a UE, iniciadas em 1999.Segundo um técnico do governo a par das negociações, o Brasil pode acabar pagando o preço pela demora em avançar no acordo.Após seis anos de interrupção, as conversas foram retomadas em 2010. Na prática, portanto, o Brasil já poderia ter formulado sua proposta e levado para apreciação dos demais membros do bloco.Em setembro do ano passado, a Camex (Câmara de Comércio Exterior) decidiu abrir uma consulta pública sobre o tema, antes de levar adiante novas conversas com os parceiros do Mercosul.Na análise de técnicos do Ministério do Desenvolvimento e do Itamaraty, a iniciativa retardou ainda mais o processo, já que não se trata de um trâmite obrigatório.O plano agora, acertado em janeiro deste ano entre autoridades dos dois blocos, é que os países do Mercosul entrem em acordo sobre o que irão propor à União Europeia até o quarto trimestre de 2013.Segundo o Itamaraty, o anúncio das negociações entre EUA e UE não vai acelerar as negociações do Mercosul com os europeus e o cronograma anterior será mantido.

JM Online


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