Brasil precisa de reformas estruturais para manter investimento estrangeiro
16/10/2013
Um estudo realizado pela consultoria Maksen, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela que o Brasil, apesar de bem posicionado no ranking entre os países que mais recebem investimentos estrangeiros diretos (IED), deixa muito a desejar nos principais quesitos que levam um país a receber investimento estrangeiro. O Brasil, ocupa atualmente o 11º lugar no ranking.
De acordo com o levantamento o Brasil é o 3º principal responsável pela participação dos emergentes no total de IED recebido, com 10%. Analisando os principais receptores, o Brasil já se encontra à frente de Estados Unidos, Alemanha e China.
No entanto, é preciso cautela ao avaliar os resultados da pesquisa. Apesar de sua colocação, o Brasil apresenta um fraco desempenho nas variáveis consideradas determinantes para captação de IED. No estudo elaborado pela Maksen e FGV, foram avaliadas as 13 principais variáveis que, teoricamente, influenciam a atração de IED, divididas nos seguintes grupos: infraestrutura, instituições, saúde, educação primária, eficiência de mercado de consumo e eficiência do mercado financeiro. O diagnóstico do Brasil é crítico, aponta o estudo.
?O Brasil tem recebido todo esse investimento pela dimensão do mercado interno, porque os outros mercados estavam em crise e por todo o marketing envolvido recentemente, tendo em vista os eventos esportivos no país, como é o caso da Copa. O fato é que não há infraestrutura para sustentar essa posição se nada for feito para construir uma marca forte para o país?, diz o líder da consultoria Maksen no Brasil, Sérgio do Monte Lee.
Excluindo a eficiência do mercado financeiro, no qual o Brasil ocupa a 46ª, posto ainda melhor que a China, por exemplo, o desempenho das outras variáveis também é preocupante. No quesito eficiência do mercado de consumo o Brasil ficou na 104ª posição, bem distante dos primeiros receptores como Cingapura na 1ª posição; Hong Kong, na 2ª; Suíça, com a 7ª; e Alemanha, na 15ª colocação.
No quesito infraestrutura o Brasil se coloca na 70ª, enquanto Hong Kong está na 1ª colocação, Cingapura na 2ª e a Suíça na 5ª. No quesito Instituições, O Brasil ocupa a 79ª posição. A Educação também é outro fator analisado quando se fala em atração para recebimento de investimento estrangeiro. O Brasil foi colocado na análise da Maksen e da FGV na 88ª, bem distante dos principais receptores como Alemanha, na 2ª posição, Cingapura, em 3ª, e Suíça, em 5ª.
Notícias de Mineração Brasil