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Brasil inova na produção de energia nuclear

Notícias Gerais

19/06/2008


Uma parceria entre a Financiadora de estudos e projetos (Finep) e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) destinará R$ 8,5 milhões para elaboração de um novo modelo de elemento combustível nuclear. O equipamento é um tubo de metal onde será inserido o urânio.

O tubo, formado por varetas absolutamente vedadas, será usado em Angra 2 em 2009. Testes mostraram que ele produz a mesma quantidade de energia que o modelo atual utilizando 30% a menos de Urânio. Isso reduzirá os custos da usina em R$ 26 milhões por ano.Atualmente, 16% da energia produzida no mundo é nuclear. No Brasil esse percentual é de apenas 3%. Entretanto, Angra 1 e Angra 2 já são responsáveis pelo abastecimento elétrico de 50% do estado do Rio de Janeiro.A energia nuclear sempre foi vista com muita desconfiança. Um dos motivos é o armazenamento do lixo atômico. Ele precisa ficar 24.000 anos em uma câmara de concreto e chumbo. De acordo com Samuel Fayad, diretor de produção da INB, em Angra 1 e 2 ?o confinamento é completamente seguro e segue todas as normas internacionais de segurança?.Outro motivo de preocupação é a possibilidade novos acidentes nucleares. ?Casos como a explosão do reator na usina russa de Chernobyl, em 1986, não são possíveis de acontecer no ocidente?, afirma Alfredo Trajan, presidente da INB. O desastre fez cerca de 100.000 vítimas, atingindo até mesmo regiões distantes como a França e a Itália.Fonte: Revista Inovação/ Finep

Jornal O Debate


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