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Bolívia: Comitê reivindica liberação de área para siderurgia

Notícias Gerais

04/06/2010


O Comitê Cívico da província de German Busch realiza nesta quarta-feira, 02 de junho, um ?Paro Cívico? ? ou greve em bom português ? na fronteira da Bolívia com o Brasil. O grupo reivindica ao governo daquele país uma área para a implantação da siderúrgica da empresa indiana Jindal Steel. Há possibilidades de o governador do departamento (estado) de Santa Cruz, Ruben Costas, se reunir com o presidente Evo Morales, ainda nesta quarta-feira, para discutir o projeto de Mutún. Segundo os manifestantes, caso o decreto-lei que libera a área seja aprovado nesta quarta, a fronteira será liberada.
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A paralisação ficou definida após uma reunião entre os comitês cívicos da província de German Busch que deram um prazo até terça-feira, dia 1º, para que o governo boliviano doasse a área para a construção da usina. O acesso ao país boliviano pela ponte que liga Corumbá a Arroyo Concépcion está fechado. Veículos bloqueiam a passagem.
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O Comitê reivindica que o projeto do polo siderúrgico na região de Mutún ? que fica em Puerto Suarez, área de fronteira com Corumbá ? saia do papel. Para isso, é necessário que seja disponibilizado o terreno para implantação das atividades industriais mineradoras. O problema é que o governo Morales ainda não liberou este local, que segundo os manifestantes cívicos está ocupado por assentados ligados a movimentos que cobram reforma agrária. ?Nós queremos que a Assembleia Plurinacional Boliviana possa sancionar o decreto-lei que entrega a área para a Jindall. Esse foi o compromisso do presidente Evo Morales com as diligências cívicas provinciais.
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Precisamos que o governo libere a terra à Jindal, para assim a empresa apresente um plano acelerado de implantação do polo. Se for aprovado, liberamos a fronteira?, disse, Olvis Hurtado, presidente do Comitê Cívico da província de German Busch.
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Hurtado ressaltou que a mineradora indiana, neste momento, trabalha com 20% de sua capacidade e emprega cerca de 350 pessoas. ?A exportação do minério está parada por conta das divergências entre a Empresa Siderúrgica Mutún (ESM) [estatal que detém 50% das ações da usina que será construída para exploração de minério de ferro na região] e a Jindal. Por isso que estamos apelando ao presidente, para que esse acordo seja cumprido?, complementou. Depois de implantando o projeto, a siderúrgica deve gerar; mais 5 mil empregos.
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Terreno
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De acordo com o site do jornal boliviano El Deber, o governador de Santa Cruz, Rubens Costa, vai discutir o presidente Evo Morales melhorias para o departamento entre elas a área para a mineradora. Segundo a Agência Boliviana de Informações (ABI), o ministro de Minas e Metalurgia daquele país, José Pimentel, teria dito que o Conselho de Ministros deve aprovar um projeto de lei que altera a área de exploração de ferro Mutún para que seja entregue à companhia indiana e cumprir um compromisso assinado com os moradores de Puerto Suárez.
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O ministro teria informado ainda que o gabinete aprovou um projeto de lei, para ser apresentado à Assembleia, que consolidaria o acordo feito para mudar a área de contrato Jindal.; Ele explicou que a ESM juntamente com a Jindal vão discutir um novo cronograma de trabalho.

Mídia Max


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