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BNB libera mais de R$ 689 milhões para a Transnordestina

Notícias Gerais

09/12/2010


Uma das principais obras de infraestrutura em curso no País, a Ferrovia Transnordestina recebeu novo aporte de recursos na última semana. No âmbito do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), o BNB liberou duas parcelas do financiamento, que totalizaram R$ 689 milhões. Com as liberações, a soma desembolsada com recursos do Fundo, administrado pela Sudene e operacionalizado pelo Banco, chega a R$ 1,025 bilhão.
Para o presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, essas liberações marcam um momento importante para a continuidade das obras da ferrovia, que estão num ritmo forte, com acompanhamento direto do presidente da República. ?Isso foi possível graças à abnegação da equipe envolvida no trabalho, tanto no BNB, quanto na Sudene, principalmente por parte de seu diretor Cláudio Frota, que se encontra no exercício da superintendência?, destacou.
Com orçamento total de R$ 5,34 bilhões, a Transnordestina é um dos projetos inclusos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. A ferrovia, em seus 1.728 km de extensão, liga o terminal ferroviário de Eliseu Martins, no Sul do Piauí, aos portos do Pecém (CE) e Suape (PE), com conexão em Missão Velha (CE).
Oportunidades
Na opinião de Cláudio Frota, a grandiosidade da obra se converte em relevância para o desenvolvimento regional, uma vez que atende à demanda de transporte de produtos agrícolas e minério do Nordeste, possibilitando, ainda, o escoamento portuário.
?A ferrovia é uma das artérias do transporte no interior do Nordeste, viabilizando, por exemplo, a distribuição de grãos do cerrado nordestino?, afirma. Ele ressalta que além de trazer mais oportunidades aos produtores, a integração terrestre dos portos oferecerá condições para exportadores e importadores escolherem o menor custo de operação, e assim direcionar melhor suas mercadorias.
Para execução da obra foram contratadas 25 frentes de trabalho, com potencial de criação de 60 mil empregos diretos e indiretos. Entre os projetos paralelos necessários à construção e recuperação da via férrea, destaca-se a instalação da maior fábrica de dormentes de concreto de bitola larga do mundo, inaugurada recentemente em Salgueiro (PE), cuja capacidade de produção diária chega a 4,8 mil peças.
O projeto inclui ainda 13 km de pontes, a utilização de 16 milhões de metros cúbicos de corte em rochas e 170 mil toneladas de trilhos, que correspondem à distância entre São Paulo e Manaus.

Tribuna do Norte


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