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31/01/2012


Ações na área ambiental, além de poupar o planeta, geram dinheiro
A mineração vive um momento de mobilização para alcançar o desenvolvimento sustentável em sua cadeia produtiva. Aliar negócios, progresso econômico, responsabilidade social e conservação do meio ambiente tem sido meta das empresas que atuam no país, por meio de ações que tornem a sustentabilidade possível. A preocupação com as riquezas naturais também aparece em forma de dinheiro. Pelo menos 10% do volume de 68,5 bilhões de dólares previstos para os próximos cinco anos no país serão investidos na área ambiental, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
?Parcela importante dessa quantia será destinada ao Pará e a Minas Gerais, os dois grandes produtores brasileiros. E, quando falamos em sustentabilidade, estamos falando também na busca do risco zero, na transformação econômica da região, na saúde e na segurança do trabalho e na capacitação do ser humano?, detalha o diretor de Assuntos Ambientais do Ibram, Rinaldo Mancin.
Exemplo disso é o projeto Green House da siderúrgica V & M do Brasil, em Belo Horizonte. ?A estratégia é focada na redução da emissão de CO2 e no uso racional de energia. Nosso objetivo é reduzir em 20% a utilização de fontes energéticas e as emissões de gases do efeito estufa até 2020?, informa o assessor de sustentabilidade, Alexandre Mello.; Segundo ele, a V & M economizou 63 milhões de kWh em 2010. ?Para isso,; controlamos o consumo de gás natural e otimizamos o funcionamento de equipamentos?.
A empresa também investe em pesquisas para obter florestas com maior produtividade e no aumento da vida útil da mina Pau Branco, em Brumadinho, na região metropolitana. ?Outras ações sustentáveis são a gestão de resíduos, de efluentes, o uso racional e a reutilização da água, a saúde e a segurança do trabalhador e o desenvolvimento da comunidade?.
O investimento mais robusto em pessoal, tecnologia, mediação de conflitos, capacitação técnica e em equipamentos modernos que permitem, entre outros benefícios, economia e reutilização de água também é destacado pelo presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas (OAB-MG), Mário de Lacerda Werneck.; ?A legislação avançou muito desde a criação da Política Nacional do Meio Ambiente, há 30 anos. De lá pra cá, novos mecanismos foram criados e os empreendedores entenderam bem o recado. Hoje, a mineração tem cumprido à risca seu papel. E o mau minerador tem que ser fechado?, diz, ressaltando a importância da parceria entre Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), Ministério Público, órgãos ambientais e sociedade civil.

Revista Viver Brasil


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