Belo Horizonte sedia o 7º Congresso Brasileiro de Mina a Céu Aberto e Mina Subterrânea
10/07/2012
De 10 a 12 de julho, profissionais do setor mineral, do governo e da Academia se reúnem na UFMG para trocar experiências e debater maneiras de garantir o desenvolvimento e os avanços tecnológicos da mineração brasileira.
O setor de mineração vai investir no Brasil US$ 75 bilhões de 2012 a 2016, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Com a demanda aquecida, as mineradoras estão buscando e implementando uma série de inovações voltadas à eficiência dos processos minerários, aliando responsabilidade socioambiental e desenvolvimento econômico. Outra pauta presente nos painéis de discussão são as ações voltadas à capacitação de novos profissionais, bem como na formação, treinamento e aperfeiçoamento de seus funcionários. Essa atitude proativa tem ajudado a estimular o mercado de trabalho conferindo novo impulso aos cursos ministrados em escolas técnicas, faculdades e universidades.
A sétima edição do Congresso Brasileiro de Mina a Céu Aberto e do Congresso Brasileiro de Mina Subterrânea (www.cbmina.org.br) é realizado na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e resgata as importantes contribuições e avanços proporcionados pelas edições anteriores.
Além disso, o Congresso aborda questões debatidas no cenário econômico com a Palestra Magna ?Perspectivas econômicas mundiais e seus efeitos sobre o mercado de bens minerais?. Os investimentos com aportes de US$ 75 bilhões e a perspectiva de ampliação da produção mineral para este ano requerem uma preparação do setor mineral para o iminente aumento de demanda.
O mais volumoso investimento é o projeto S11D da Vale, em Carajás, no Pará, e está previsto para entrar em operação no segundo semestre de 2016. No último mês, a empresa recebeu a licença prévia (LP) para iniciar os trabalhos para implantar o maior projeto por ela desenvolvido. Os aportes vão chegar a US$ 19,4 bilhões direcionados para as instalações da mina em céu aberto e adequação e expansão da infraestrutura dos modais de transporte rodoviário, ferroviário e marítimo na região Norte.
Segundo o Conselheiro do IBRAM e Diretor Operacional de Ferrosos da Vale, Marconi Vianna, diante das especificidades da área de exploração, o modelo de operação que será adotado é diferente dos que já estão em operação no país. ?Não utilizaremos caminhões fora-de-estrada. A lavra será feita com escavadeiras que depositarão o material diretamente nos britadores móveis. Na sequência, o minério é direcionado para as correias que levam para a usina de beneficiamento?, explica Marconi Vianna.
O projeto, que pretende reduzir drasticamente a emissão de gases poluentes, tem a produção estimada em 90 milhões de toneladas de minério de fero por ano. ?Em uma operação convencional, seria necessária a utilização de cem veículos fora-de-estrada. É um desafio socioambiental?, acrescenta Vianna, que apresentará nesta quarta-feira (11), às 9h30, os detalhes do projeto no workshop ?Benchmarks em operação de minas?.
Durante os três dias de evento, profissionais da mineração, do setor público e da Academia buscarão mostrar maneiras de estimular o mercado de trabalho e aumentar a produtividade do setor, a partir da qualificação dos trabalhadores e da garantia do desenvolvimento sustentável da atividade minerária.
De acordo com o Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura, esse tipo de parceria garante benefícios para ambas as partes. ?A aproximação das empresas com as universidades e com os centros de pesquisa faz com que se crie um elo capaz de gerar resultados imediatos, principalmente no que diz respeito à pesquisa aplicada e à capacitação de recursos humanos?, diz.
No CBMINA, estudantes de graduação e pós-graduação, de cursos ligados à área de mineração, estão tendo a oportunidade de interagir diretamente com profissionais das empresas do setor, gerando, assim, oportunidades de contatos e de ingressar em um mercado de trabalho que tem se mostrado cada vez mais aberto a novas contratações. Na programação, trabalhos técnicos de estudantes, profissionais e de empresas relacionados às atividades desenvolvidas na indústria da mineração serão apresentados. Os três melhores serão premiados na Categoria ?Estudantes de Cursos Técnicos e Graduação? e o melhor trabalho na Categoria ?Profissional?. Ao todo, 58 trabalhos serão exibidos.
Além disso, o público poderá conhecer os avanços tecnológicos e as soluções de problemas adotados pela indústria mineral nas áreas de lavra a céu aberto e de lavra subterrânea; discutir as práticas rotineiras de seus processos produtivos nas palestras, nas apresentações de trabalhos técnicos e na exposição de equipamentos e serviços.
O Congresso Brasileiro de Mina a Céu Aberto e o Congresso Brasileiro de Mina Subterrânea acontece entre os dias 10 a 12 de julho, no Campos Pampulha da UFMG, em Belo Horizonte. O evento vêm se caracterizando, ao longo dos anos, entre os mais importantes fóruns de discussão técnica sobre lavra a céu aberto, lavra subterrânea, meio ambiente, mineração e os aspectos econômicos e legais ligados à atividade. A sétima edição pretende mostrar que a mineração brasileira investe com seriedade para superar o desafio de incorporar conceitos e práticas de desenvolvimento sustentável.
Talk Show
Para discutir essas ações sustentáveis o encontro contará com o tradicional talk show com as presenças de Roberto Cerrini Vilas Bôas, Pesquisador do CETEM/MCT, Roberto Ricardo Vizentin, Presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ? ICMBio, Vânia Somavilla, Diretora de RH e Sustentabilidade da Vale S.A. e Rolf Georg Fuchs, Diretor da Integratio Mediação Social e Sustentabilidade. O debate será intermediado pelo jornalista Carlos Viana.
Acesse a programação completa do evento no hotsite www.cbmina.org.br
IBRAM – Profissionais do Texto