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Banco Mundial aponta alternativas para atração de investimentos

Notícias Gerais

09/03/2012


O Governo do Pará, por meio das secretarias Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), e da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), em parceria com a Agência de Promoção a Exportação e Atração de Investimentos (Apex/Brasil) e o Banco Mundial solicitou estudos para indicar os setores da economia paraense aptos a receber investimentos do exterior e do Brasil.
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Os cenários para futuros investimentos foram apresentados durante o Seminário de Sensibilização para Atração de Investimentos Produtivos Estrangeiros Diretos (IED), realizado em Belém no auditório da Federação da Agricultura e Pecuário do Estado do Pará (Faepa). Esta primeira fase do seminário teve a preseça dos prefeitos da Região Metropolitana de Belém e do “eixo do Polo Metal Mecânico”, associações comerciais, técnicos de instituições públicas e privadas, representantes do Banpará e Banco da Amazônia e executivos da Apex/Brasil e do Banco Mundial. O titular da Seicom, David Leal, classificou o encontro como positivo nesse começo de atividades da pasta, criada há pouco mais de três meses.
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Para o secretário, o governador Simão Jatene é um grande entusiasta e está dando todo o suporte para o desenvolvimento do Pará, a partir da atração de investimentos produtivos. ?Nesse quesito, a participação ativa dos municípios é fundamental.
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Hoje o Pará é um mero exportador de matéria-prima e isso tem que mudar. Vamos trabalhar para mudar essa realidade, atrair empresas, gerar emprego e renda e diminuir a pobreza e desigualdades nesse estado?, disse Leal.
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Por outro lado, Matilde Bórdon, executiva da área de investimentos do Banco Mundial, ao falar sobre Investimento Estrangeiro Direto (IED), ressaltou que um dos critérios determinantes é a participação estrangeira nas ações ordinárias de 10% ou mais no poder de voto. Ela apresentou números impactantes. Segundo dados do Banco Central, publicados em 2005, os IEDs reservados
ao Brasil correspondem a 1% na região Norte, 2% no Centro-Oeste, 3% no Nordeste, 8% no Sul e 86% no Sudeste. Ela informa que o fluxo de distribuição não é uniforme e a meta do Banco Mundial, em parceria com a Apex-Brasil, é mudar o quadro, ao buscar parcerias com o mercado para atrair investimentos produtivos.
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?O Brasil é o 53º país no mundo em competitividade, de acordo com o The Global Competiviness Index, biênio 2011-2012?. Ela disse ainda que entre 180 países no mundo, o Brasil ocupa a 126º posição na categoria Doing Business, superando a Indonésia, mas ficando atrás de Uganda, Etiópia, Bangladesh e Palau. Quem lidera a tabela é Cingapura. ?É preciso criar um bom ambiente de negócios, propiciar garantias e condições para o investidor apostar no estado?, acrescentou.
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O Analista de Investimentos da Apex-Brasil, Alexandre Petry, sugeriu uma repaginação do modelo adotado pelos municípios para garantir melhores receitas. ?As prefeituras poderiam pensar em pequenas ações para atrair investimentos e investidores, como maior facilidade para instalação de projetos e benefícios semelhantes?. Petry citou o caso da República da Irlanda, que promoveu, nos últimos 20 anos, reforma tributária, apostou em políticas industriais voltadas para companhias exportadoras, investiu em educação e melhorou a infraestrutura, dando um salto qualitativo e quantitativo. ?Isso é possível de se desenvolver também no Pará, estado por nós escolhido por seu potencial de atração de investimentos?.
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A Diretora de Mercado e Atrações de Investimentos da Seicom (DMAI), Fátima Gonçalves, ressaltou que “o Pará, com essa iniciativa, dá um passo importante na capacitação e aprimoramento da atração de investimentos. Os resultados têm tudo para ser expressivos com esse tipo de projeto”.; O Seminário, enquanto estímulo para a adoção de novas frentes de trabalho, já provocou algumas ideias. Neste sentido, O prefeito de Barcarena, João Carlos Dias, informou que vai montar um grupo de trabalho para avaliar a atual política de atração de investimentos no município e, a partir das informações obtidas no seminário, reestruturar o modelo. ?É importante ter contato com especialistas para melhorar nossos trabalhos, estabelecer metas e superá-las?, disse o prefeito.
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O prefeito de Santa Izabel, Mario Kató, destacou a posição estratégica do município com fácil ligação às demais regiões do Pará com o nordeste do estado. ?Saber o que se anda planejando e realizando pelo Brasil e o mundo é nossa obrigação e participar desse tipo de evento só enriquece nossa administração?, disse Kató, lembrando do investimento das obras da Crown Embalagens, em fase de terraplanagem, para o funcionamento de uma fábrica de latas em Santa Izabel, com a consequente geração de emprego e renda para a população.

Agência Pará de Noticias


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