Bahia vai receber R$ 70 Bi em investimentos, inclusive no setor de mineração
06/01/2014
O Estado da Bahia, quinto maior produtor de bens minerais do país, tem previstos cerca de R$ 70 bilhões em investimentos até 2016, incluindo grandes projetos na área de mineração. A informação foi divulgada por James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração.Deste total, R$ 49,7 bilhões representam efetivamente investimentos que estão em implantação, com previsão de gerar cerca de 114 mil novos empregos diretos. Os demais R$ 20,8 bilhões são de protocolos assinados entre diversos grupos privados e o Governo da Bahia, à espera da resolução de alguns condicionantes, como, por exemplo, a conclusão das obras da Ferrovia Oeste-Leste ou do comportamento da economia e do mercado, caso de alguns empreendimentos de mineração e energia, informou a secretaria.No ano passado, foram publicadas as portarias que concedem à Bahia Mineração (Bamin) lavrar minério de ferro nos municípios de Pindaí e Caetité. A Largo Resources poderá produzir 700 mil toneladas de vanádio em Maracás, no sudoeste do Estado. O projeto Pedra de Ferro, da Bahia Mineração, com investimentos de R$ 3,5 bilhões, tem previsão de exportar 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.A canadense Largo Resources, por sua vez, opera a mina de vanádio, em Maracás, em um investimento de R$ 550 milhões. As máquinas britadoras e calcinadoras, importadas da China e dos Estados Unidos, já estão em operação. Quando entrar em escala de produção, marcada para fevereiro deste ano, a Bahia vai se tornar a maior fornecedora de vanádio do mundo. Esse minério é utilizado em foguetes espaciais, aviões e trilhos de trem.Com capitais de Hong Kong, Bélgica e Canadá investindo R$ 100 milhões, a Lipari Mineração vai começar a produzir, em escala comercial, no primeiro trimestre de 2015, 225 mil quilates de diamantes na mina de Braúna, em Nordestina, no semiárido baiano.Já o grupo francês Saint-Gobain investiu R$ 125 milhões na construção de sua nova fábrica de drywall ? popularmente conhecido como gesso acartonado, no município de Feira de Santana, na Bahia. A nova unidade da Placo do Brasil, que é a segunda planta da empresa no país, deverá iniciar suas atividades no primeiro semestre 2014 e produzirá mais de 20 milhões de metros quadrados por ano de placas.A Bahia também vai ganhar duas novas fábricas de cimento. Em Lajedinho, a CPX investe R$ 450 milhões, enquanto a Cimentos da Bahia se instala em Paripiranga, com investimentos de R$ 850 milhões. Quando estiverem produzindo em plena capacidade, as fábricas vão gerar, juntas, 500 novos empregos. As informações são da secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia.
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