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B&A prospecta ativos no Estado

Notícias Gerais

27/09/2013


Empresa, parceria entre BTG e AGN, mira pequenas e médias minas com alto teor de ferro.
O chief executive officer (CEO) da B&A Mineração S/A, Eduardo Ledsham, revelou ontem, durante o 15º Congresso Brasileiro de Mineração, realizado no Expominas, em Belo Horizonte, que a empresa está avaliando a aquisição de ativos de minério de ferro no Estado e no oeste do continente africano. Além disso, ele acrescentou que a companhia está aberta a diferentes tipos de negócio. Ainda conforme o executivo, as jazidas em análise estão em fase de due diligence (processo de investigação e auditoria nas informações de empresas).;
“Estamos olhando Minas Gerais, focados em buscar pequenos e médios depósitos de qualidade. Além disso, pretendemos trabalhar com um programa de inovação para recuperar o minério depositado em bacias de rejeitos”, disse o CEO da B&A, fruto da parceria do BTG, do banqueiro André Esteves, com a AGN, do ex-presidente da Vale Roger Agnelli.
Ledsham acrescentou que a empresa “está olhando Minas como um todo e com grande flexibilidade para negócios, que podem incluir, inclusive, parcerias onde a B&A entraria como minoritária ou majoritária”. O grupo estreou no mercado há cerca de um ano, com capital de US$ 520 milhões.
O CEO explicou que o foco da empresa é em ativos pequenos e médios, com alto grau de concentração de minério, entre “62% e 63%”, mas não informou quando as conversações serão encerradas. Disse apenas que a companhia está trabalhando para que algum negócio saia ainda neste ano.
De ativos pequenos para médios, o executivo caracterizou aqueles com uma capacidade nominal de 5 milhões de toneladas a 15 milhões de toneladas anuais. “Assim com dois ativos se chega a uma produção de 30 milhões de toneladas”, afirmou. Atingir uma produção de 30 milhões de toneladas em cinco anos já foi uma previsão dada por Ledsham.
Para os investimentos que serão necessários, caso algum desses negócios siga em frente, ele disse que a empresa pode procurar uma parceria com um private equity, ou solicitar novos aportes dos acionistas. “Quando o projeto é bom não falta dinheiro”, disse. No início do ano, a B&A estava com cinco ativos sendo analisados em fase de due diligence, mas segundo o executivo um deles não avançou.

Diário do Comércio


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