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B&A Mineração defende processos simplificados para pequenos projetos

Notícias Gerais

27/09/2013


?Deveríamos ter licenciamentos diferenciados para projetos pequenos e grandes, como no Chile?, sugeriu hoje Eduardo Ledsham, CEO da B&A Mineração. Segundo ele, os prazos são muitos longos, de cinco a seis anos, o que se torna um grande desafio para pequenas mineradoras, disse em palestra, no terceiro dia do 15º Congresso Brasileiro de Mineração, durante a Exposibram 2013, que acontece em Belo Horizonte (MG).
Outro ponto destacado por Ledsham foi a necessidade, no caso de agrominerais como fosfato e potássio, de se fazer uma mudança fiscal que permita competir com o produto importado que não paga ICMS.
Ledsham, cuja empresa tem projetos de fosfato e potássio no Piauí, Sergipe e Pará, disse que outro ponto crítico é a logística. ?O principal passo foi dado este ano com o leilão de novos terminais portuários?, disse ele.
De acordo com o executivo, é importante ter um novo marco regulatório, para evitar especulações e estimular o setor. ?Mas não podemos tirar um dos pilares da mineração que é o risco, permitir que uma boa ideia permita ao investidor capturar um bom negócio?, disse Ledsham, para quem países menores, como o Peru, conseguem atrair mais capital de risco em mineração do que o Brasil.
?O Brasil tem potencial para se tornar um mega player [no segmento de fertilizantes minerais]?, disse Ledsham.
Segundo Ledsham, no caso de fosfato, seriam necessárias nove a dez novas minas para suprir o gap de insumos, em 2020, com 10 Mtpa. ?E o Brasil deve ter talvez mais um ou dois depósitos de classe mundial?, disse ele. No caso de potássio seria preciso abrir mais 4 ou 5 novas minas com capacidade média de 2,5 Mtpa.

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