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Avança projeto de extração de potássio pela Vale na Argentina

Notícias Gerais

26/10/2011


BUENOS AIRES – Maior investimento brasileiro na Argentina, o projeto da Vale de extração de potássio na região do rio Colorado, em Mendoza, começou a recuperar nas últimas semanas os atrasos de cronograma provocados pelas resistências de caráter ambiental e político das autoridades locais.; A Odebrecht, encarregada da construção da mina, iniciou os trabalhos no final de agosto e já conta com 350 pessoas no canteiro de obras.
A empreiteira receberá US$ 850 milhões, com o compromisso de contratar 94% da mão de obra no mercado local e terceirizar determinadas atividades com empresas argentinas. ?É a nossa primeira experiência na área mineral na Argentina e o principal contrato que ganhamos nos últimos anos?, comentou o diretor da Odebrecht na Argentina, Flavio Faria.
O projeto de potássio no rio Colorado envolve investimentos totais da ordem de US$ 5 bilhões. Duas outras empreiteiras brasileiras estão contratadas. A Camargo Corrêa irá construir a ferrovia ligando a produção ao litoral e a Andrade Gutierrez irá erguer o porto. Já existe licença para a mina e o porto, mas a situação é mais complexa na parte do transporte ferroviário, já que a ligação irá atravessar diversos municípios.
O projeto enfrenta dificuldades desde que as três empreiteiras brasileiras foram escolhidas pela Vale para a execução da obra em setembro do ano passado. As autoridades argentinas passaram a exigir a participação de empresas locais em algumas etapas da obra.
Um acordo este ano estabeleceu que as empreiteiras irão subcontratar alguns serviços com empresas locais. Segundo Faria, contudo, não há nenhum piso porcentual e nem compromisso de terceirizar partes estratégicas da obra. No caso da Odebrecht, a prioridade está sendo dada para a terceirização de atividades de suporte.

Valor Econômico


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