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Austrália: Nova premiê deve manter política externa

Notícias Gerais

27/06/2010


A política externa da Austrália e sua dependência estratégica dos Estados Unidos não devem mudar com a substituição de Kevin Rudd por Julia Gillard como primeira-ministra, afirmam analistas políticos.
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Gillard tomou posse na última quinta-feira como primeira premiê mulher australiana, depois de o governista Partido Trabalhista ter afastado Rudd em função da queda de seu nível de apoio nas pesquisas de opinião antes das eleições previstas para até o fim do ano.
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Ela conversou na última sexta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e com o presidente da Indonésia, Susilo Banbang Yudhoyono, e disse a jornalistas que continua comprometida com a aliança estratégica entre Austrália e Estados Unidos, que já dura 60 anos, e que também vai conservar as forças australianas no Afeganistão.
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“Nada vai mudar. Não prevejo que ela faça quaisquer modificações na política externa”, afirmou Michael McKinley, professor da escola de relações internacionais da Universidade Nacional Australiana. “Gillard assegurou aos norte-americanos que a Austrália será tão obsequiosa quanto fomos no passado. Não a vejo mudando nosso engajamento no Afeganistão nem mudando alguma coisa em relação à aliança com os EUA”, acrescentou McKinley.
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Ex-diplomata que fala mandarim, Rudd manteve controle estreito sobre a pasta das relações externas. É provável, porém, que Gillard volte mais atenção às questões internas, procurando reconstruir o apoio dos eleitores antes das eleições nacionais previstas para outubro, mais ou menos.
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Isso significa que Gillard poderá conservar Stephen Smith como ministro do Exterior quando anunciar seu gabinete, embora especule-se que ela também possa entregar a pasta das Relações Exteriores a Rudd como consolação por ter perdido a chefia do governo. “Se Rudd quiser a pasta, ele a terá”, disse McKinley, acrescentando que é possível que Rudd prefira não entrar para o gabinete de Gillard até depois da eleição.
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Andrew O´Neil, diretor do Instituto Ásia da Universidade Griffith, afirmou que é difícil prever mudanças nas relações externas principais da Austrália sob o governo de Gillard, porque o Partido Trabalhista está comprometido com um foco regional forte.
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O analista de política externa Graeme Dobell, em coluna escrita para o Instituto Lowy, disse que Gillard não deve fazer grande diferença ao relacionamento-chave com os Estados Unidos. “A Austrália tem sua primeira premiê trabalhista de esquerda em uma vida, mas uma coisa que não vai mudar é a adesão do Partido Trabalhista à aliança com os EUA”, disse Dobell no site do instituto na Internet (www.lowyinterpreter.org/).
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Medidas
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A primeira medida de Gillard como premiê foi prometer o fim do polêmico imposto sobre os “superlucros” das mineradoras, que ameaçava afetar investimentos de US$ 20 bilhões e preocupava o eleitorado. Gillard disse que vai renegociar o assunto. “É uma oferta genuína, a porta deste governo está aberta. Estou pedindo ao setor minerador que abra sua cabeça”, afirmou.
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Mas ela disse que não abrirá mão de uma nova lei para a taxação de recursos, e salientou que as mineradoras terão de pagar mais. Depois, no Parlamento, declarou que as próprias empresas do setor admitiram que teriam como arcar com mais impostos. As mineradoras elogiaram Gillard e cancelaram uma campanha publicitária contra o novo imposto.

Diario do Nordeste


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