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Arrecadação recorde prova a retomada econômica

Notícias Gerais

18/08/2010


A arrecadação de impostos e contribuições da União somou, em julho, R$ 67,973 bilhões, segundo a Receita Federal. O resultado foi 10,54% superior ao de junho deste ano em termos reais, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De janeiro a julho de 2010, a arrecadação federal soma R$ 447,464 bilhões, uma alta real de 12,22% em relação a igual período de 2009. Em todos os meses deste ano houve recorde de arrecadação.
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Também cresceu a busca das empresas por crédito. Em nível mundial, os especialistas ainda estão divididos sobre se a crise passou ou não. Por isso causa espécie para alguns saber que serão os países ainda em desenvolvimento que levantarão a economia global neste ano. Enquanto os Estados Unidos e a Europa se lamentam em cima de gigantescos déficits e uma retomada frágil, a América Latina reserva surpresas. Com um passado de default de dívidas, desvalorização cambial e necessidade de resgate de países ricos, a América Latina está experimentando um crescimento que deixa com inveja as nações mais ricas. A forte demanda da Ásia por commodities, como minério de ferro e ouro, aliada a uma combinação de políticas em vários países latinos que ajudam a controlar os déficits e manter a inflação baixa, está encorajando investimentos e alimentando o crescimento.
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O Banco Mundial estima que a região vá crescer 4,5% este ano.
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O Brasil lidera a retomada e cresceu 9% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. O Banco Central espera um crescimento em 2010 de 7,3%, a expansão mais veloz em 24 anos. No entanto, acreditam analistas internacionais que o Brasil precisa melhorar a infraestrutura e treinar mais engenheiros. Além do Brasil, desponta o México, que depois de uma contração forte no ano passado cresceu 4,3% no primeiro trimestre e pode atingir 5% este ano.
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A balança comercial brasileira, ainda que com um superávit bem menor – cerca de US$ 10,5 bilhões até agora – do que o verificado no mesmo período de 2009, teve uma corrente de US$ 170,491 bilhões. As exportações cresceram 26%, patamar acima da projeção de expansão de 16% para o comércio mundial em 2010, feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
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Os nossos embarques para o exterior são favorecidos pelas vendas de commodities e pela recuperação das vendas de produtos manufaturados. O fato é que houve aumento nas vendas de 45,5% no período de janeiro a junho, refletindo a retomada do crescimento na região, o que tem favorecido as vendas brasileiras, de produtos manufaturados. Ora, esse é um mercado estratégico porque é onde o Brasil coloca a maior parte de manufaturados.
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;As vendas cresceram para Argentina e países do Mercosul e outros países da área. Nas exportações, cresceram as vendas de automóveis, partes e peças, máquinas e equipamentos e minério de ferro. O bom é que houve aumento das vendas para mercados asiáticos, além da China. O governo acredita que há uma tendência de crescimento tanto para as importações quanto das exportações para esse ano. Então, se há uma situação inimaginável na relação dos países industrializados com aqueles menos desenvolvidos é essa, a de que a retomada econômica seria puxada justamente pelo lado mais fraco. Ou que era mais fraco. Espera-se que essa tendência se mantenha.

Jornal do Commercio


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