ArcelorMittal investe em minério para consumo próprio
08/10/2013
O presidente da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, disse que o grupo siderúrgico avalia investimentos em aço plano no Brasil. De acordo com o presidente, os investimentos no país vão ter mais ênfase em aço do que em minério de ferro. A declaração foi feita, hoje, durante um evento da World Steel Association, em São Paulo.
Por outro lado, a empresa ampliará sua produção de minério de ferro no Brasil para abastecer suas usinas, informou o executivo. Com isso, a ArcelorMittal busca manter a fatia de mercado em aço no Brasil. “Nós estamos alinhando nossos investimentos no Brasil ao menor crescimento”, disse o presidente.
A companhia deve produzir 4,5 milhões toneladas métricas de minério de ferro em 2013, volume acima da produção esperada de quatro milhões de toneladas métricas. A ArcelorMittal implementa, atualmente, a segunda fase nas suas operações de minério de ferro, que vão aumentar a produção para 15 milhões de toneladas métricas em 2015.
Em julho deste ano, executivos da área de mineração estimaram que a ArcelorMittal deve aumentar os embarques de minério de ferro de sua mina em Serra Azul em pouco mais de cinco milhões de toneladas.
Ainda no evento da Worldsteel, Mittal anunciou que a empresa pode retomar a operação de alto-forno em sua usina de Tubarão, no Espírito Santo, em 2014. O equipamento, que produz placas de aço, um produto semiacabado direcionado para exportação, está parado desde o final de 2012.
?Temos todas as intenções de retomar. Continuamos a investir no Brasil em aços longos e planos. A planta está em reforma, mas esperamos que em algum momento do próximo ano a usina esteja pronta. Vai depender das condições do mercado?, afirmou o executivo.
Mittal evitou fazer comentários sobre aquisições, quando questionado sobre a usina de laminação da ThyssenKrupp, nos Estados Unidos. O executivo afirmou que a economia norte-americana ?quase retornou a níveis pré-crise? e que o setor de veículos está produzindo a plena capacidade nos EUA.
As informações são da Agência Bloomberg e da Reuters.
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