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ArcelorMittal investe em mineração

Notícias Gerais

02/09/2013


Em 2008, antes da crise financeira que sacudiu o mundo, a cotação internacional da tonelada de minério de ferro chegou perto de US$ 200. No mundo, empresas, sobretudo do setor siderúrgico, começaram a enxergar o negócio mineração, antes viável apenas em escalas gigantescas, com outros olhos. A ArcelorMittal, então maior siderúrgica do mundo, após a compra da Arcelor pela Mittal Steel, em 2006, recrutou sete ex-funcionários brasileiros da Vale para criar uma política de mineração mundial para a empresa, que já possuia alguns ativos minerais voltados exclusivamente para a alimentação de seus parque siderúrgico.
?Passamos a ser um negócio específico da empresa. Ao investir em mineração, o grupo conseguiria, ao mesmo tempo, reduzir seus custos na produção do aço, e ser produtor de uma commodity com valor de mercado crescente?, lembra um dos sete que compuseram o comitê de mineração e atual diretor-presidente da ArcelorMittal Mineração no Brasil, Sebastião Costa Filho, em entrevista exclusiva a O TEMPO.
Em 2008, a empresa requereu de volta a mina do Andrade, que mantinha em comodato com a Vale, próxima a João Monlevade, onde a Arcelor tem uma planta siderúrgica, e comprou, por US$ 840 milhões, da London Mining, a mina Serra Azul, na região de Itatiaiuçu, no quadrilátero ferrífero.
Embora boa parte desse minério de ferro ainda se destine à produção de aço da ArcelorMittal, a empresa prepara, ainda para o mês de setembro, o primeiro embarque internacional do minério de ferro extraído no Estado. O destino das 70 mil toneladas de minério de ferro será definido pelo escritório central do grupo, em Londres.
Em Minas Gerais, as duas minas produzem cerca de 4 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, embora a mina de Itatiaiuçu tenha reservas para uma produção mais de cinco vezes maior.
Hoje, segundo Sebastião, em todo o mundo, a companhia produz cerca de 55 milhões de toneladas de minério de ferro, sendo a 6ª maior produtora do insumo no mundo. A meta, até 2017, é produzir 100 milhões de toneladas. Ainda assim, a produção será insuficiente para atender toda a capacidade instalada da siderúrgica. Como os estoques de aço no mundo seguem altos, ainda reflexo das crises de 2008 e 2010, a indústria de aço está funcionando aquém da capacidade de produção, o que dá margem para negociação do minério de ferro.

O Tempo


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