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Araxá pode receber fábrica de painéis fotovoltaicos

Notícias Gerais

15/08/2013


Estatal chinesa prospecta mercado para produzir equipamentos solares no Brasil.
O município de Araxá, no Alto Paranaíba, poderá receber investimentos de uma estatal chinesa que pretende produzir painéis solares no Brasil. Os aportes da companhia no país poderão alcançar US$ 3 bilhões nos próximos anos, conforme o representante da Câmara Brasil-China (CCIBC) em Minas Gerais, Ronaldo Melo.
Conforme ele, sem revelar detalhes, a fabricante de painéis fotovoltaicos procurou a câmara recentemente para demonstrar o interesse em investir no Brasil. De acordo com ele, a estatal chinesa está em busca de parceiros brasileiros para levar o projeto adiante.
Melo explica que em um primeiro momento a empresa está em busca de projetos no país para que as placas fabricadas pela estatal possam ser utilizadas. O investimento na planta seria uma segunda etapa.
Segundo ele, Araxá foi a primeira cidade apresentada ao grupo asiático e que já há negociação para que a região receba a planta de painéis solares. Além disso, a cidade será a primeira a contar com a tecnologia da fabricante asiática.
O município contará com um projeto-piloto de iluminação pública através da energia gerada pelas placas. Serão cerca de 170 postes com placas solares instaladas em Araxá. Os investimentos são estimados em US$ 140 mil. O empreendimento ainda está em fase de certificação. Apesar disso, Melo não descartou a entrada de outros municípios, tanto em Minas Gerais quanto em outros estados, entrem na disputa pela fábrica chinesa.
Comércio exterior – Ontem, representantes da prefeitura de Araxá assinaram, em Belo Horizonte, documento de adesão do município à CCBIC, se tornando a primeira no país. A cidade mantém forte relacionamento comercial com a China. O país asiático é o principal destino do nióbio produzido pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).
Entre janeiro e julho os embarques do ferro-nióbio de Araxá para o país asiático movimentaram US$ 224,376 milhões. O resultado é 1,95% superior ao verificado no mesmo intervalo do ano passado, quando atingiu US$ 220,072 milhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Foram 8,931 milhões de toneladas do produto para a China nos primeiros sete meses de 2013. O montante é 4% maior que o registrando no acumulado entre janeiro e julho do exercício passado (8,573 milhões de toneladas).

Diário do Comércio


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