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AngloGold vai investir no País R$ 2 bi em 7 anos

Notícias Gerais

29/09/2011


Belo Horizonte – Apesar da instabilidade internacional, o Brasil ainda pode ser uma “terra de ouro”. O setor de extração mineral, que inclui esse metal precioso, continua recebendo altos investimentos. “O Brasil tem feito um ótimo trabalho na indústria da mineração”, afirma o presidente da sul-africana AngloGold Ashanti, Mark Cutifani. Líder mundial na produção de ouro, a empresa pretende investir cerca de R$ 2 bilhões nos próximos sete anos, no País. Somente em um novo projeto em Cuiabá (MT) serão investidos R$ 65 milhões.
Durante a Exposição Internacional de Mineração (Exposibram), que acontece em Belo Horizonte (MG) nesta semana, Cutifani afirmou que, somente neste ano, a produção da mineradora está prevista em 420 mil onças (unidade de medida do metal, sendo cada uma equivalente a cerca de 31,1 gramas). Em 2012, esse índice deve subir para mais de 500 mil onças. E, mesmo salientando o aumento de 15% nos custos das operações no mundo, Cutifani afirma que o Brasil contribui com 9% da produção mundial do grupo, que pretende ampliar sua atuação em solo brasileiro. Até 2016, a sul-africana prevê elevar a capacidade para 700 mil.
A empresa possui unidades em Minas Gerais, na região do Quadrilátero Ferrífero, junto aos municípios de Nova Lima, Sabará e Santa Bárbara. Em Goiás, as operações da Mineração Serra Grande ficam na cidade de Crixás, com três minas subterrâneas e uma a céu aberto. Cutifani prevê que o preço do ouro, que tem apresentado forte volatilidade, deve variar entre US$ 1,7 mil e US$ 3,2 mil a onça, no médio prazo.
Porém, o cenário de estabilidade, no Brasil, vislumbrado por Cutifani não é consenso. Para o líder global da Deloitte, Philip Hopwood, o mundo está avesso a assumir riscos. “Essa aversão pode aumentar quando países mineradores, como o Brasil, sinalizam mudanças nas regras econômicas e políticas”, afirma. O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), porem, não acredita que o governo estabeleça medidas que prejudiquem o setor. “É fundamental que seja dada à atividade privada a oportunidade de opinar em algo que será determinante no futuro”, avalia o presidente da entidade, Paulo Camillo. Ele ressalta que a balança de mineração, em 2010, gerou saldo de US$ 27,6 bilhões para o País.

DCI


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