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AngloGold eleva plano de aporte em Minas Gerais para R$ 4,1 bi

Notícias Gerais

10/08/2011


Capacidade de produção irá aumentar.
A AngloGold Ashanti Brasil, subsidiária da mineradora sul-africana AngloGold Ashanti, aumentou de R$ 1,014 bilhão para R$ 4,1 bilhões seu plano de investimento em Minas Gerais nos próximos anos. Os aportes, que já estão em curso, se destinam à expansão da capacidade e da vida útil das jazidas no Estado.
O aditivo ao protocolo de intenções, firmado com o governo estadual em 2006, foi assinado ontem, no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, pelo presidente da empresa, Hélcio Guerra, e pelo governador Antonio Anastasia. Segundo o presidente da AngloGold, o incremento se deu em função da variação cambial e da necessidade de se prolongar a vida útil da mina Cuiabá, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
O prazo estimado para que as reservas acabassem era até 2019, mas com as inversões passará, inicialmente, para 2024. Conforme Guerra, a companhia continuará a realizar pesquisas e poderá expandir ainda mais o tempo de operação da jazida. Os investimentos em expansão e modernização da mina Cuiabá, além da planta metalúrgica Queiroz, em Nova Lima (RMBH), deverão totalizar R$ 1,9 bilhão.
Porém, o maior projeto da AngloGold em Minas Gerais é a expansão da mina Córrego do Sítio, em Santa Bárbara (região Central), que possui um plano de inversões, já em curso, orçado em R$ 2,07 bilhões. Com isso, a capacidade de produção passará para 4,1 toneladas de ouro por ano. Guerra lembrou que o projeto inclui ainda a reforma da planta metalúrgica da antiga São Bento Mineração, onde será feito o beneficiamento do minério.
A São Bento Mineração foi comprada pela AngloGold em 2008 e a operação movimentou US$ 70 milhões. Conforme o executivo, além de beneficiar o minério extraído em Córrego do Sítio, a planta reformada também irá receber “nos próximos anos” o mineral retirado da área adquirida.
Já o projeto Lamego, também em Santa Bárbara, em curso desde 2009, está recebendo inversões de R$ 160,8 milhões. Os investimentos se destinam à preparação da infraestrutura de subsolo e de superfície da mina, além da aquisição de equipamentos. A previsão é de que o pico de produção seja alcançado até o fim deste ano.
A produção em Lamego alcançará 1,5 tonelada de ouro/ano. Além disso, serão produzidas 20 mil toneladas de ácido sulfúrico por ano, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes.
Os investimentos anunciados pela multinacional são responsáveis pela geração de 2.770 postos de trabalho nos três municípios mineiros. Deste total, 1.430 são empregos diretos e 1.340, indiretos.
A AngloGold produz em Minas Gerais 10 toneladas de ouro anualmente. Além das minas e plantas metalúrgicas, a empresa possui o Complexo Hidrelétrico Rio do Peixe, em Nova Lima. A mineradora também atua no ramo imobiliário. Além das jazidas em Minas, a companhia tem operações em Goiás, por meio da Mineração Serra Grande, joint venture com a canadense Kinross Gold Corporation.
O ouro vem apresentando forte valorização no mercado internacional, o que está impulsionando os investimentos por parte das mineradoras. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), apenas entre 2011 e 2015 deverão ser aportados no setor US$ 2,4 bilhões. Minas Gerais deverá receber pelo menos 50% desse montante – cerca de US$ 1,2 bilhão.

Diário do Comércio


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