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Anglo pretende triplicar a produção

Notícias Gerais

19/01/2012


Reservas contidas nas minas do Sistema Minas-Rio garantem a viabilidade da expansão do projeto.
Mesmo antes de o Sistema Minas-Rio entrar em operação, a Anglo American já está estudando triplicar a capacidade de produção do empreendimento. Com isso, o investimento de US$ 5,2 bilhões, que já é o maior aporte da mineradora no mundo, pode ganhar números ainda mais robustos. O plano de expansão será feito em duas etapas e a empresa já estaria em fase de contratação dos serviços de engenharia.
As informações são de fonte ligada à mineradora, que prefeiriu não se identificar. Segundo ela, o sistema, projetado originalmente para processar 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro, teria sua capacidade dobrada em uma primeira fase e, em uma etapa final, receberia mais recursos para chegar ao triplo da produção original.
Embora a mineradora não comente o assunto, alegando que está em “período de silêncio”, fase que antecede a divulgação dos resultados do ano passado, as informações da fonte são de que as reservas contidas nas minas do sistema garantem a viabilidade da expansão do projeto, de onde seria extraída matéria-prima por pelo menos 50 anos.
Em agosto do ano passado, o chief operations officer (COO) da companhia, Carlos Gonzales, em entrevista ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, afirmou que a Anglo continuava investindo em sondagens e pesquisas no ativo minerário do Estado. Ele revelou que até aquele momento a reserva confirmada era de 5,8 bilhões de toneladas de minério, o que garantia a operação por 20 anos, mas a expectativa era de que a jazida podia ser maior e o tempo de exploração, também.
O Sistema Minas-Rio é um projeto integrado para a produção de minério de ferro que prevê uma série de operações em Minas Gerais. Conforme já informado pela Anglo, o insumo será extraído em um ativo localizado entre Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas (Médio Espinhaço), onde também está sendo erguida uma planta de beneficiamento.
A produção será levada por um mineroduto de 525 quilômetros de extensão, entre o complexo mineiro e o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), onde a mineradora tem participação de 49%, em parceria com a LLX, do grupo EBX, do empresário mineiro Eike Batista. O primeiro embarque da commodity está programado para o segundo semestre de 2013.
Fornecedores – Conforme já informado pela Anglo e já publicado, Minas Gerais ficará com aproximadamente US$ 3,6 bilhões do total dos aportes confirmados até agora para colocar o sistema em operação (US$ 5,2 bilhões). Os recursos serão gastos com fornecedores mineiros na compra de materiais, insumos e serviços vinculados ao megaempreendimento.
O sistema Minas-Rio foi adquirido pela Anglo da MMX Mineração e Metálicos S/A, também de Eike Batista, em agosto de 2008, em uma transação que girou R$ 5,4 bilhões. De acordo com informações da mineradora, o índice de nacionalização do projeto chega a 79% do total do investimento.
O projeto viabilizará a produção de itabiritos pellet feed com teor de ferro de 68%, o que permitirá à Anglo atingir uma das produções – de pellet feed – com qualidade semelhante à de grandes players mundiais, considerando a Vale S/A, a BHP Billiton e a Rio Tinto, embora, em volume, a competitividade ainda não seja equiparada.
A Anglo é uma das líderes globais na produção de platina e diamante e ainda tem participação relevante no mercado de cobre, níquel, minério de ferro, carvão metalúrgico e carvão térmico. A empresa, listada nas bolsas de Londres e Joanesburgo, está presente em 30 países, com operações na África, América do Sul, América do Norte, Oceania e Ásia, e tem 107 mil funcionários.
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Diário do Comércio


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