Anglo amplia participação no país
13/12/2011
A companhia britânica Anglo American inaugurou no Brasil, neste ano, sua maior unidade de produção de níquel em todo o mundo, na cidade de Barro Alto, Goiás. E mantém a todo vapor as obras do Projeto Minas-Rio, seu principal projeto global inclusive em investimento – US$ 5 bilhões -, que deve entrar em operação no 2º semestre de 2013.
No 1º semestre do ano, a companhia, que no Brasil atua também em produção de fosfato (com a Copebras, em Cubatão, SP) e nióbio (Mineradora Catalão, em Goiás) contabilizou globalmente lucro operacional de US$ 5,9 bilhões, 45% superior ao que obteve nos seis primeiros meses de 2010.
Com a nova planta de níquel em Goiás, avaliada em US$ 1,9 bilhão, a Anglo American elevará em 60% sua capacidade de produção – Barro Alto deverá produzir 41 mil toneladas por ano, com capacidade plena. A estimativa é que a média anual seja de cerca de 36 mil toneladas durante a vida útil prevista de 30 anos das reservas.
Com os índices previstos para Barro Alto, a Anglo American deve ampliar a produção mundial de níquel para 66 mil toneladas/ano, elevando de 8% para 11% sua participação no mercado global. Enquanto a produção da planta de Niquelândia destina-se ao mercado doméstico (cerca de 30% da produção nacional de níquel), a de Barro Alto mira o mercado externo, que deverá absorver 80% de sua produção. Embarques para a Europa, Ásia e, especificamente, China, começaram este ano.
A cotação do níquel caiu 27% este ano em Londres em 2011, mas a empresa – por meio de sua assessoria de imprensa – informa que não crê em superoferta. Isso porque o mercado, de 1,6 milhão de toneladas anuais, seria pequeno ante à demanda por demais metais e teria a função de apontar tendências. No 1º semestre, a Anglo American obteve lucro operacional de US$ 93 milhões com níquel no Brasil, 37% acima do contabilizado no período em 2010.
Já o Projeto Minas-Rio deve dar peso às operações da Anglo American em minério de ferro, segmento em que ingressou em 2007 no país, com o Sistema Amapá. O complexo demandou investimento de US$ 1,5 bilhão e, prevê a companhia, deve produzir neste ano cerca de 4,5 milhões de toneladas. O Sistema Amapá constitui-se de uma mina com reservas estimadas de 200 milhões de toneladas, unidade de beneficiamento, cerca de 200 quilômetros de estrada de ferro e o Porto de Santana, de onde a empresa exporta a produção.
O Minas-Rio acrescentará 26,5 milhões de toneladas à produção anual de minério de ferro da empresa – mais de cinco vezes a produção atual. Assim como o minério de ferro obtido no Sistema Amapá, a produção do complexo Minas-Rio vai para o mercado externo. Embora não revele quais são seus clientes no exterior, a companhia informa que o primeiro embarque está previsto para 2013.
Valor Econômico