Anglo American faz acordo para reduzir tarifas no Brasil
03/01/2011
LONDRES – A mineradora global Anglo American informou ontem que obteve tarifas de longo prazo atrativas para seu projeto de minério de ferro no Brasil, em troca de assumir uma parcela maior dos custos de desenvolvimento do Porto do Açu, no Estado do Rio de Janeiro. A Anglo American possui uma fatia de 49% no porto, enquanto a LLX Logística, do empresário Eike Batista, detém os 51% restantes.
“Nós asseguramos agora uma posição de custo extremamente competitiva para o nosso projeto de minério de ferro Minas-Rio no Brasil”, afirmou em comunicado a executiva chefe da Anglo American, Cynthia Carroll. A companhia concordou em pagar US$ 525 milhões adicionais para desenvolver o Porto do Açu, o que levará a participação da empresa no custo de desenvolvimento do porto para US$ 1,2 bilhão, do valor total de US$ 1,5 bilhão, de acordo com a mineradora.
No acordo com a LLX, a Anglo American assegurou um contrato fixo de 25 anos, segundo o qual a mineradora pagará uma tarifa bruta portuária de US$ 7,10 por tonelada, ou de US$ 5,15 por tonelada uma vez que a participação da empresa no porto seja levada em conta. A tarifa portuária será aplicada à primeira fase do projeto Minas-Rio, que está previsto para produzir 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Se o volume de minério de ferro transportado superar esse montante, será aplicada uma tarifa bruta mais baixa de US$ 4,25 por tonelada, desde que não haja necessidade de expansão portuária.
A Anglo American espera iniciar a construção do projeto em março e afirmou que serão necessários de 27 a 30 dias para a realização do primeiro transporte de minério de ferro proveniente da mina. O porta-voz da companhia afirmou que a capacidade portuária será mais do que suficiente para cobrir a primeira fase do projeto.
Investimentos
O Sistema Minas-Rio da Anglo Ferrous Brazil contará com operações em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para transportar o minério até Açu, está prevista a construção de um mineroduto de 525 quilômetros que atravessará 32 cidades e um terminal de minério de ferro no porto. Esse é o principal projeto da LLX Minas-Rio, cujos sócios são a LLX de Eike Batista (51% do capital) e a Anglo American (49%).
Por isso, a LLX informou também, no mesmo fato relevante, que a revisão do contrato garante que os investimentos da LLX Minas-Rio ficarão restritos ao total já desembolsado de US$ 510 milhões (cerca de R$ 973,8 milhões).
A CSA, uma parceria do grupo alemão ThyssenKrupp com a Vale, terá que limitar sua produção a 70 % da capacidade plena até que sejam resolvidos os problemas técnicos que resultaram no lançamento de poluentes no ar no entorno da usina, localizada na zona oeste do Estado do Rio de Janeiro. Segundo decisão da Secretaria Estadual do Ambiente, tomada após reunião com representantes da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), na terça-feira, a usina passará por uma auditoria externa e será multada.
Enquanto a siderúrgica enfrenta problemas ambientais, a mineradora global Anglo American informou ontem que obteve tarifas de longo prazo atrativas para seu projeto de minério de ferro no Brasil, em troca de assumir uma parcela maior dos custos de desenvolvimento do Porto do Açu, no Estado do Rio de Janeiro. A Anglo American possui uma fatia de 49% no porto, enquanto a LLX Logística, do empresário Eike Batista, detém os 51% restantes. “Nós asseguramos agora uma posição de custo extremamente competitiva para o nosso projeto de minério de ferro Minas-Rio no Brasil”, afirmou em comunicado a executiva-chefe da Anglo American, Cynthia Carroll.
O momento de crescimento econômico atinge positivamente o setor mineral. O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) prevê um novo ciclo de investimentos recorde para o setor entre 2011 e 2015. Segundo o presidente da entidade, Paulo Camillo, o setor deve superar a cifra histórica de US$ 62 bilhões.
DCI