NOTÍCIAS

Analistas veem retomada da CSN no 2º trimestre

Notícias Gerais

14/05/2012


Com a retomada do volume de vendas no segmento de mineração, a companhia deve voltar a apresentar números positivos
Nos próximos trimestres, os volumes vendidos de aço e minério devem crescer. Além disso, o governo já promete um conjunto de medidas de auxílio às siderúrgicas.
A diminuição nos preços e o encarecimento da produção de aço fizeram com que a CSN registrasse números abaixo do esperado.
Além disso, a retração das vendas de minério também contribuiu para o recuo do lucro líquido e da receita nos primeiros três meses de 2012.
De acordo com o relatório da corretora Planner, o aumento de custos foi um fator determinante para a redução da rentabilidade. “Por fatores climáticos, o volume de minério vendido no primeiro trimestre normalmente é inferior”.
A desvalorização do minério foi disseminada na maioria das empresas do setor, incluindo Vale e MMX. Neste panorama, os fracos resultados da CSN entre janeiro e março foram coerentes com o momento do setor.
“Nos próximos trimestres, os volume vendidos de aço e minério devem crescer, porém, sem elevação nos preços. Além disso, o governo já promete um conjunto de medidas de auxílio às siderúrgicas, o que poderia abrir algum espaço para melhoria de rentabilidade das empresas do setor”, conclui o analista da Planner, Ricardo Tadeu Martins.
Para os analistas da Concórdia Corretora, Leonardo Zanfelicio e Karina Freitas, o resultado da CSN foi fraco, refletindo a pressão sobre os custos de produção. As fortes chuvas do Sudeste também limitaram o crescimento da companhia.
“Acreditamos que as condições serão mais favoráveis no próximo trimestre, em função da retomada do volume de vendas no segmento de mineração”, explica o relatório da Concórdia.
Além disso, os analistas já projetam a consolidação dos ativos siderúrgicos na Alemanha adquiridos do Grupo Afonso Gallardo e mais estabilidade nos custos de matérias-primas como coque e carvão, fatores que podem alavancar a rentabilidade da CSN.
“A nova faixa do câmbio aliado às resoluções fiscais vigentes devem reduzir o volume de importações de aço. Desta maneira, poderá haver espaço para as siderúrgicas locais efetuarem reajustes nos preços, com o objetivo de recompor parte das margens operacionais que ficaram tão comprimidas nestes últimos três anos”, acrescenta o relatório da Concórdia.
Com isso, os analistas mantém a recomendação de compra para a ação da CSN (CSNA3), atribuindo o preço alvo de R$23,46 por ação.
Neste pregão, no entanto, os ativos configuram entre as maiores baixas do Ibovespa, caindo 3,31%, cotados a R$ 14,62.

Brasil Econômico


Compartilhe:

Assine nossa newsletter e fique por dentro das últimas notícias do setor INSCREVER