Analistas sugerem compra das ações preferenciais da Vale
24/03/2010
Com a expectativa de um reajuste maior do que o esperado no preço do minério de ferro este ano, os analistas estão revisando para cima o preço-alvo para o papel PNA da Vale (VALE5).
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Para se ter uma ideia, no segundo semestre do ano passado, o mercado trabalhava com um reajuste de 20% no preço do ferro. Agora, a expectativa é que o aumento fique acima de 100%.
Ontem os papéis das siderúrgicas puxaram a alta do Ibovespa, índice de referência da bolsa, que avançou 0,50%, fechando aos 69.386 pontos. Observou-se, inclusive, uma troca de ativos, com os investidores deixando os papéis da Petrobras para adquirir os da Vale, segundo Fábio Oliveira, operador de câmbio da Finabank.
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As ações preferenciais da Vale subiram 2,59% (cotadas a R$ 48,55) ontem. Na segunda-feira, as ações da mineradora já haviam apresentado o maior volume de negociação no pregão, com giro de R$ 506,9 milhões e alta de 1,11%. Com a Vale em destaque, outras empresas do setor siderúrgico tiveram seus ativos valorizados ontem. Os papéis da Usiminas (USIM5) tiveram valorização de 2,10% e os da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) alta de 4,28%.
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A Gradual Investimentos, que tinha um preço-alvo de R$ 57,80 para a Vale PNA, vai revisar sua projeção para cima ainda esta semana. “No nosso modelo, trabalhávamos com um reajuste de 35% no preço do ferro. Agora precisamos incorporar um aumento acima de 100%”, diz Paulo Esteves, analista da Gradual.
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A Brascan Corretora já havia revisado seu preço na semana passada: de R$ 52,16 por ação para R$ 60,30 para dezembro deste ano. Nas estimativas anteriores, a corretora trabalhava com um reajuste de 25%, contra um de 70% agora. “O momento é muito positivo para a Vale, com oferta restrita de minério e demanda maior que a oferta, e ainda vale a pena entrar no papel”, avalia Pedro Montenegro, analista de siderurgia e mineração da Brascan Corretora.
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Expectativas
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O mercado já vinha, desde o ano passado, aumentando suas estimativas de reajuste do preço do minério de ferro, mas o que era especulação ganhou corpo depois que a Vale soltou comunicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dizendo que vem implementando, “nos últimos tempos”, uma nova política comercial que, entre outras coisas, inclui uma abordagem mais flexível na precificação e venda do minério de ferro.
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O comunicado foi motivado por notícias divulgadas na mídia de que a empresa estaria mudando seu sistema de precificação. Hoje o sistema usado é o do “benchmark”, em que, por meio de negociação anual com as siderúrgicas, é estabelecido um preço estável para o ano fiscal. Um sistema alternativo a esse é o “spot”, um mercado à vista e, portanto, mais volátil.
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No novo sistema, que não foi confirmado pela Vale, a empresa estabeleceria uma tabela de preços – em uma decisão unilateral – com reajustes trimestrais. Na tabela, que passaria a valer em abril, o reajuste do preço do ferro seria de 114,38%. “A Vale não confirmou, mas indicou que o mercado não se surpreenda se o reajuste pelo sistema de preços atual vir algo próximo a isso”, avalia Montenegro.
Brasil Econômico