América Latina crescerá 4,3% em 2011
22/12/2011
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) estima que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) latino-americano e caribenho deve atingir 4,3% este ano. Se confirmada, a estimativa resultará em um aumento de 3,2% do produto per capita regional, ou seja, da riqueza total dividida pelo número de habitantes da região.
Considerando apenas dez países sul-americanos, a estimativa de crescimento sobe para 4,6%, a reboque principalmente da Argentina (9%), Equador (8%) e Peru (7%).
Ainda segundo a Cepal, este ano o Brasil deverá crescer abaixo da média latino-americana, limitando-se a um incremento do PIB de 2,9%, o terceiro pior resultado dentre os 20 países da região, à frente apenas de El Salvador (1,4%) e de Cuba (2,5%). O governo brasileiro, no entanto, aposta em uma alta de 4%.
De acordo com o relatório anual apresentado ontem, em Santiago, no Chile, o crescimento das economias latino-americanas e caribenhas deverá perder ritmo em 2012. Devido aos reflexos da crise econômica mundial e ao cenário de incertezas e instabilidade dos mercados financeiros internacionais, a projeção é que América Latina e Caribe cresçam 3,7% no próximo ano. Isoladamente, contudo, o Brasil faz parte do pequeno grupo de países para os quais a Cepal projeta um crescimento maior do PIB (3,5%) do que o estimado para este ano (2,9%).
No documento, o organismo indica que boa parte dos países teve desempenho positivo no primeiro semestre de 2011 (embora já mais moderado em relação ao mesmo período de 2010) graças a um contexto externo favorável principalmente para os estados exportadores de petróleo e minérios.
A Cepal ressalva de que o benefício veio da alta de preços das commodities, e não do maior volume exportado. Fato que motivou a secretária executiva da Comissão, Alicia Bárcena, a defender que os governos locais deveriam adotar uma política ?mais ativa? a fim de estimular as transações na região.
Brasil Econômico