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Alcoa pode ter planta próxima a Belo Monte, afirma executivo

Notícias Gerais

24/09/2009


BELO HORIZONTE – A Alcoa do Brasil confirmou que tem “todo o interesse em participar da construção da Usina de Belo Monte, segundo o diretor de Assuntos Institucionais da companhia, Nermércio Nogueira. “Se conseguirmos ter energia a preço competitivo no norte do País, podemos pensar em fazer o beneficiamento da bauxita em Juriti e fazer a produção do alumínio no Pará, perto de Belo Monte”, disse Nogueira. “As conversas estão acontecendo e a nossa perspectiva é que o leilão aconteça até o final do ano”, afirmou o executivo. A usina de Belo Monte terá uma potência instalada de 11,2 mil megawatts (MW).Atualmente, a produtora eletrointensiva possui cerca de 35% de energia própria, proveniente de duas usinas – a de Machadinho e a de Barra Grande – ambas na região sul do País. “Agora estamos investindo em outras duas hidrelétricas, uma em Estreito e outra na Serra do Facão, que elevarão a energia própria para 70%”, disso o executivo. A companhia está investindo R$ 8 bilhões nas duas usinas, além da expansão de sua unidade em São Luís (MA), modernização em sua fábrica em Poços de Caldas (MG) e no projeto de Juruti (PA). Outros R$ 5 bilhões, segundo Nogueira, virão de sócios.Com a energia de Belo Monte, Juriti poderá ser uma planta estratégica para a Alcoa, por conta de sua localização. A reserva da mina, que foi inaugurada na semana passada, é de cerca de 700 milhões de toneladas métricas de bauxita. “O ideal é botar uma refinaria em cima da mina de bauxita, o que evitaria transportes, e colocar a fábrica de alumínio perto da usina hidroelétrica”, afirmou o diretor Hoje, a produção abastece a Alumar, em São Luís (MA).MercadoO alto nível de estoque impediu que a melhora observada no setor mineral atingisse o alumínio, avaliou o diretor institucional da Alcoa do Brasil. “A demanda ainda está fraca. Nos Estados Unidos o mercado praticamente sumiu no ano passado”, afirmou Nogueira.Ele diz que os mercados que ainda sustentam a produção é o de autopeças, automotivo e os de produtos químicos. Hoje, a fábrica em Poços de Caldas (MG), a primeira unidade da companhia no Brasil, está com uma de suas linhas paralisadas. A redução atual é de 30%. O preço do alumínio, que estava em US$ 3 mil a tonelada em agosto do ano passado está cotado hoje em US$ 1,8 mil, queda de cerca de 60%. “Nós ainda não sabemos quando essa linha será retomada”, afirmou o diretor da Alcoa, que participa do 13º Congresso Brasileiro de Mineração.

DCI


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