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Alcoa e CBA investem para atender demanda

Notícias Gerais

02/03/2010


Consolidadas entre as principais produtoras de alumínio no País, empresas como a Alcoa e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do Grupo Votorantim, apostam que a demanda vai se recuperar este ano, impulsionada por setores como o de construção civil, de cabos elétricos, de embalagens e bens de consumo. O setor vive um momento de retomada: as corporações fora do país começam a voltar, gradualmente, a seu ritmo mais forte de produção, como a Rusal, maior produtora mundial,que anunciou a reativação da produção ociosa de 100 mil toneladas doproduto
No Brasil, os efeitos da turbulência econômica foram mais brandos, já que a produção de alumínio recuou cerca de 7,5% em 2009, enquanto na contabilidade mundial, os cortes somaram 18% no total.
Entre as corporações que por aqui atuam, a Alcoa prevê 9% de incremento nas vendas da sede brasileira, sobre os US$ 2 bilhões comercializados no último ano, conforme recente entrevista do presidente da companhia na América Latina, Franklin Feder.
“Teremos um aumento importante nos volumes de alumínio destinados aos mercados de embalagens, construção civil e cabos de transmissão elétrica”, respondeu ao DCI, Otávio Carvalheira, diretor comercial de produtos primários e estratégia de desenvolvimento e mercado da Alcoa América Latina e Caribe. O executivo acrescentou ainda que as exportações de alumina (substância extraída da bauxita, principal matéria-prima para do alumínio), devem crescer por causa da expansão da refinaria da Alumar – empreitada que custou R$ 5,2 bilhões e elevará de 1,5 para 3,5 milhões de toneladas a produção.
Carvalheira afirmou que a Alcoa passou bem por algumas crises e que, na última, fez o dever de casa ao cortar custos e focar a produtividade, dando continuidade aos projetos de áreas como mineração de bauxita, refino e energia. Ele afirma que estão em curso, inclusive, incrementos na produção das linhas existentes para o atendimento aos clientes locais.
Em relação à demanda mundial, o diretor da Alcoa diz que alguns segmentos apresentam leve retomada, como de veículos comerciais e leves, enquanto outros, a exemplo do aeroespacial, ainda apresentam recuo. Mas no geral, ele considera que a demanda mundial irá aumentar ao longo do ano, impulsionada principalmente pela China. “Mas vale lembrar que o alto nível dos estoques reportados pela Bolsa de Metais de Londres (LME) ainda traz preocupação”, alertou.
Outra que vê perspectivas positivas no cenário é a CBA, da Vorantim Metais, que revela ter buscado políticas de redução de custos para se manter competitiva, mesmo na crise econômica. “A empresa visou a preservação do fluxo de caixa, melhoria da rentabilidade e a adequação dos investimentos ao cenário internacional”, contou Marco Antonio Palmieri, diretor do negócio alumínio da Votorantim Metais.
Após ter tomado medidas de preservação de caixa e ter postergar algumas expansões, a CBA retoma e o ritmo dos aportes, com a intenção de continuar investindo no crescimento da produção, especialmente em produtos com maior valor agregado. “A previsão de investimento da Votorantim Metais para este ano é de R$ 1 bilhão, dos quais cerca de R$ 400 milhões serão investidos no setor de alumínio”, contabilizou Palmieri, ao incluir que a CBA está operando com 100% da capacidade em alumínio.
A empresa destaca a autossuficiência em bauxita, o que garante à empresa autogeração de 85% para a operação das unidades.
Para este ano de 2010, o diretor da CBA crê na retomada do crescimento da capacidade de produção, conforme avançam as demandas do mercado, apontando os setores construção civil, eletricidade, embalagens, bens de consumo e transporte, como os responsáveis pelo quadro.
No ano passado, o reflexo da turbulência financeira ocasionou queda no preço de parte das commodities. Levando em consideração a valorização do Real, aliada à crise, verificou-se uma queda de mais de 35% no preço do alumínio, entre 2007 e 2009.
“No caso do alumínio, não há indicação da recuperação aos patamares anteriores à crise. Mas a boa notícia é que os estoques pararam de subir”, disse o diretor.
Energia
Em relação a fatores internos que preocupam o setor, tanto o executivo da Alcoa, quanto do diretor da Votorantim Metais, concordam que o alto custo de energia elétrica onera a produção. “Eles impossibilitam os investimento para aumento da capacidade de produção de alumínio”, apontou Otávio Carvalheira, da Alcoa.
“O alto custo da energia elétrica para a indústria afeta muito a competitividade. A base tarifária para a indústria no Brasil é de R$ 126 por MWh, uma das mais elevadas do mundo”, analisou Palmieri, da Votorantim.
A conta é de que o custo de energia hoje seja 35% superior ao preço do alumínio primário e o dobro do cobrado em outros países.
Concorrência
Ao divulgar seu relatório financeiro do quarto trimestre de 2009, a Vale também mostrou uma recuperação na área. Segundo o balanço, as receitas com as vendas de bauxita, alumina e alumínio ficaram 15,5% acima do trimestre anterior, totalizando US$ 612 milhões. O valor do produto também demonstrou alta: o preço médio de venda do alumínio foi US$ 1.976,92 por tonelada no último trimestre do ano passado, enquanto ficou em US$ 1.798,25 no terceiro trimestre.
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ABRACE


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