Alcan Composites pode reativar fábrica no Brasil
15/03/2010
Com novo controlador, a suíça Schweiter Technologies, mas ainda sem um novo nome, que deve ser apresentado até o fim do mês, a Alcan Composites não descarta a possibilidade de voltar a produzir as placas de revestimento em alumínio composto Alucobond no Brasil, segundo seu diretor de Desenvolvimento de Negócios e Planejamento Estratégico, Christoph Becker.
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A indústria, que fazia parte da divisão de Produtos de Engenharia da anglo-australiana Rio Tinto Alcan, tinha uma unidade produtiva instalada em Camaçari, região metropolitana de Salvador, até agosto. Sem alarde, a fábrica, que havia sido inaugurada em 2002, foi fechada e, um mês depois, a Alcan anunciou o acordo de venda para a empresa suíça, por US$ 349 milhões. Em dezembro, a aquisição por parte de Schweiter foi concluída.
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?A decisão de encerrar a produção local não teve relação com a venda da empresa para a Schweiter?, diz Becker. ?Fechar uma planta nunca é fácil, mas o fato é que a expectativa criada em torno da unidade brasileira (que abastecia também os países da América do Sul) nunca foi atingida.? A unidade tinha a capacidade de produzir 1,1 milhão de metros quadrados do revestimento por ano, mas não chegou a atingir a meta. O diretor alega motivos estratégicos para não dar números da produção.
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As outras fábricas da empresa estão instaladas na Alemanha (Singen), nos Estados Unidos (Benton) e na China (Xangai). Becker está em Salvador, onde assinou, na tarde de hoje, o contrato para o fornecimento do material que vai criar, na capital baiana, o conjunto de prédios com a maior fachada em placas de alumínio na América Latina – e o quinto maior do mundo -, em parceria com a Syene Empreendimentos e a MCC Engenharia, ambas do grupo espanhol Copasa.
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O complexo multiuso Salvador Prime, com quatro torres de entre 27 e 29 andares, terá 40 mil metros quadrados de placas de alumínio enviadas da fábrica da empresa na Alemanha e manufaturadas no próprio canteiro de obras.
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Oinvestimento do grupo espanhol com esse revestimento é de R$ 7 milhões. Segundo o diretor da Syene, Alberto Lorenzo, chegou a ser considerada a possibilidade de mudar o projeto do complexo por causa do fechamento da fábrica da Alcan.
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?Vínhamos estudando com eles como faríamos o empreendimento quando fomos surpreendidos pelo aviso de fechamento da fábrica?, lembra. ?Apesar disso, a empresa nos mostrou que era possível continuar as negociações e acabamos chegando a um bom acordo.? De acordo com Becker, a decisão de fechar a fábrica nunca teve relação com a ideia de deixar as operações no Brasil. ?Este é um dos mais de 50 projetos que temos em andamento no País?, diz.
?Estamos mostrando que ainda acreditamos no mercado brasileiro e sul-americano e podemos até voltar a produzir aqui, mas essa é uma decisão estratégica, que precisa ser bem avaliada.?
Agência Estado